Sismos "devastadores" abalam Venezuela. Pelo menos 32 mortos confirmados, mas número pode aumentar
- 24/06/2026 18:22
- Redação
Pelo menos dois violentos sismos, de magnitude 7,2 e 7,5 na escala de Richter, abanaram a Venezuela, nas últimas horas. O primeiro balanço oficial dá conta de 32 mortos e 700 feridos, mas as autoridades locais e internacionais admitem que o número de vítimas possa ser superior.
Haveria "possibilidade de ondas de tsunami perigosas para as costas situadas num raio de 300 quilómetros do epicentro do terramoto na Venezuela", lê-se no portal.
Segundo a presidente interina Delcy Rodriguez, o estado mais afetado é o de La Guaira. "Há dezenas de edifícios colapsados e neste momento estamos a trabalhar arduamente em operações de resgate para salvar vidas. Podemos dizer que o estado de La Guaira é uma verdadeira tragédia e converte-se numa zona de catástrofe".
Até ao momento, o presidente da câmara de um bairro venezuelano em Caracas, Chacao, já confirmou a informação de que há vítimas, sem adiantar qualquer número de fatalidades.
Já uma estimativa preliminar do USGS aponta para um número de mortos entre 10 mil e 100 mil pessoas: "são prováveis elevados números de vítimas e danos extensos, sendo expectável que o desastre tenha um impacto generalizado."
Os dois tremores de terra aconteceram com um intervalo de 39 segundos: surgiu, primeiro, o sismo de 7,2 atingiu cerca de 160 quilómetros a oeste de Caracas e, de seguida, um abalo de 7,5 a 44 quilómetros de distância.
Segundo a agência Reuters, os habitantes da Colômbia, Trinidad e Curaçau também sentiram o tremor de terra com uma profundidade de 13 quilómetros.
Sabe-se, por enquanto, de relatos de várias réplicas do sismo em diferentes regiões venezuelanas e várias localidades ficaram sem eletricidade, telecomunicações e internet.
Nas redes sociais, já foram partilhados vídeos que mostram prédios em Caracas a ruir depois do abalo e as equipas de socorro e bombeiros pelas ruas.
Vários populares estavam por casa quando aconteceu o terramoto, já que coincide com um feriado nacional que comemora a vitória militar de 1821, que garantiu a independência da Venezuela de Espanha.
Em reação, o ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello, confirmou os relatos de que edifícios desabaram em Caracas.
Após ter anunciado o fecho do aeroporto de Caracas, que apresenta danos infraestruturais, a presidente interina Delcy Rodriguez falou à população para pedir "que mantenha a calma".
"Pedimos à união", acrescentou Rodríguez que exortou ainda a todos os profissionais de saúde do país que se apresentassem nos hospitais para assistir qualquer pessoa ferida.
"Este é um acontecimento com graves consequências em vários estados. Vário edifícios ruíram na capital Caracas. Os estados de Miranda e La Guaira também foram gravemente afetados. A primeira mensagem para o nosso povo é para que permaneça unido para salvar vidas. Estamos agora a declarar o estado de emergência, conforme previsto na nossa Constituição", concluiu a presidente interina.
Entretanto, na rede social Truth Social, Donald Trump promete que "os Estados Unidos da América estão prontos, dispostos e em condições de ajudar".
"Dei instruções a todas as agências do nosso governo para que se preparem para agir rapidamente", escreveu Trump. O presidente norte-americano acrescentou que os primeiros relatos sobre o impacto dos terramotos "não são bons" e reiterou o apoio de Washington ao povo venezuelano.
Horas depois, o Departamento de Estado dos EUA anunciaram a mobilização de uma Equipa de Assistência em Situações de Catástrofe e de um grupo de trabalho para coordenar o envio de equipas de busca e salvamento, material médico e ajuda humanitária durante os primeiros dias da emergência.
"Que Deus proteja cada venezuelano, as nossas famílias e os nossos lares. Hoje, mais unidos do que nunca", lê-se na mensagem de Corina.
O chefe de Estado manifestou "profunda consternação perante o forte sismo que atingiu a Venezuela", dirigindo-se ao povo venezuelano e aos emigrantes portugueses com "uma mensagem de solidariedade e esperança".
Há relatos de danos em edifícios e um prédio de habitação terá ruído completamente.
“Foi um sismo de uma magnitude forte, 7,1 na escala de Richter. De acordo com relatos, há alguns edifícios afetados, principalmente há um edifício que foi totalmente abaixo e vários comércios afetados. Foi tudo tão rápido, as pessoas trataram de ir para o meio da rua. E agora estamos todos na expetativa. Há vários setores sem luz. Há algo feio, assustador”, relata José Luís Ferreira.
Várias zonas da capital venezuelana estão sem energia elétrica e a população teme agora réplicas, adianta o responsável da Câmara de Comércio Luso-Venezuelana.
[Notícia atualizada às 06h37 de 25 de junho de 2026 para dar conta do primeiro balanço oficial de vítimas]