Primeiras horas após um sismo são decisivas para salvar vidas, alerta especialista

Primeiras horas após um sismo são decisivas para salvar vidas, alerta especialista

  • 25/06/2026 05:20
  • Redação

"As primeiras horas são fundamentais para chegar às zonas colapsadas e tentar fazer a identificação se existe ou não vida dentro dos escombros", afirma o especialista, acrescentando que "chegar a essas zonas pode ser uma dificuldade muito grande", devido à existência de destroços e obstáculos que condicionam "a mobilidade normal das equipas de busca e salvamento".

Ultrapassada essa fase inicial, surgem outros problemas igualmente críticos. Segundo Jorge Silva, a destruição das infraestruturas básicas agrava as dificuldades no terreno. "Depois, a partir daí, é a dificuldade de abastecimentos de água, abastecimentos elétricos, saneamentos básicos. É o que vem depois desta dificuldade toda", sublinha.

Para o responsável, os primeiros meios a entrar em ação devem ser as equipas cinotécnicas, que desempenham um papel decisivo na localização de vítimas.

"Neste momento, o essencial é equipas cinotécnicas nas primeiras horas para que, com os seus canídeos, consigam identificar ou não pessoas dentro dos escombros", explica. Só depois dessa avaliação é que entra em ação "maquinaria pesada para tentar limpar, desobstruir e repor a normalidade da situação".

Jorge Silva acrescenta que, numa fase posterior, são mobilizados outros recursos especializados, nomeadamente as equipas de busca e salvamento e os hospitais de campanha. "As equipas de ajuda, busca e salvamento, depois a própria parte de hospitais de campanha para tratar feridos e verificação das situações todas, é às horas seguintes", refere.

Questionado sobre um eventual envio de ajuda portuguesa para uma zona afetada por um grande sismo, Jorge Silva garante que Portugal dispõe atualmente de equipas preparadas para esse tipo de missão.

O especialista recorda a participação portuguesa em operações internacionais no passado e considera que essa experiência permitiu consolidar competências. "Nós temos capacidade. Nós, aqui há uns anos atrás, estivemos em Sumatra e tivemos lá as nossas equipas de apoio, e trabalhámos muito bem", afirma.

Desde então, diz, houve uma evolução significativa na preparação dos operacionais. "Essa capacidade foi reforçada, as equipas têm vindo a trabalhar cada vez melhor", destaca, salientando que "a formação em Portugal às nossas equipas cada vez está mais forte e mais coesa". Ainda assim, reconhece que "estamos com uma preparação bastante elevada para fazer face a este tipo de situações, mas traz sempre algumas dificuldades".

  • Fonte: Rádio Renascença
Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para nossa equipe pelo E-mail contato@portugalemfoco.pt.

Compartilhar: