Parlamento espanhol aprova moção simbólica a pedir demissão de Pedro Sánchez
- 25/06/2026 11:16
- Redação
O parlamento espanhol aprovou esta quinta-feira uma moção não vinculativa que insta o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, a demitir-se, na sequência dos vários casos de alegada corrupção que envolvem figuras ligadas ao Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) e ao seu círculo mais próximo.
A resolução foi aprovada por 177 votos a favor, 171 contra e uma abstenção, num parlamento altamente fragmentado. O texto não tem efeitos legais, mas representa um revés político para o chefe do Governo espanhol.
A iniciativa contou com o apoio do Partido Popular (PP), do Vox e do partido independentista catalão Junts, cuja votação foi determinante. O Junts, que permitiu a reeleição de Pedro Sánchez em 2023, anunciou em outubro do ano passado que deixaria de apoiar a legislação do executivo.
Além do pedido de demissão, os deputados aprovaram um segundo ponto que apela a Pedro Sánchez para que se submeta a uma moção de confiança, caso não decida convocar eleições antecipadas.
O ministro da Presidência e da Justiça, Félix Bolaños, desvalorizou o significado da votação, classificando-a como um gesto "puramente simbólico" e sem "qualquer efeito político". De acordo com a Constituição espanhola, apenas o próprio primeiro-ministro pode decidir apresentar uma moção de confiança ao parlamento.
Na quarta-feira, Pedro Sánchez reafirmou que tenciona permanecer no cargo e voltou a negar a existência de corrupção generalizada no seu Governo ou no PSOE.
Apesar das críticas da oposição, o Partido Popular não apresentou uma moção de censura, por não dispor dos votos necessários para a fazer aprovar.
A resolução aprovada sustenta que o crescente número de investigações por alegada corrupção envolvendo responsáveis políticos nomeados ou apoiados diretamente por Pedro Sánchez justifica que o primeiro-ministro assuma responsabilidades políticas através da sua demissão.