Duarte Pacheco "perplexo" com Fundo Soberano que contrasta com "Sá Carneiro e AD de 1980"

Duarte Pacheco "perplexo" com Fundo Soberano que contrasta com "Sá Carneiro e AD de 1980"

  • 25/06/2026 13:00
  • Redação

"Fico perplexo, porque sempre entendi que o PSD tinha a política de reduzir a intervenção do Estado na economia, desde precisamente Sá Carneiro e os governos da AD de 1980. O Estado não deve estar na economia, deve ser o agente regulador", argumenta Duarte Pacheco.

O antigo parlamentar defende que Luís Montenegro não apresentou uma solução para o principal problema económico do país, que alega ser o afastamento de Portugal em relação aos rendimentos dos restantes países europeus.

O economista questiona as fontes de financiamento deste Fundo, analisando a possibilidade de aproveitar excedentes nas contas do Estado ou a utilização de dívida pública.

"Os excedentes são limitados. Temos de esperar 500 anos para ter um fundo robusto, porque estamos a falar de excedentes de 0,2, 0,3 ou 0,4%, e não consecutivos. Vamos aumentar a dívida pública? Estamos todos tão felizes por estar a descer, e agora de repente vamos aumentá-la?", interroga-se Duarte Pacheco.

Entre os anúncios de Montenegro no final do Congresso do PSD, Duarte Pacheco faz avaliações positivas sobre o Fundo para Catástrofes e sobre a aposta na ferrovia com a subconcessão da Linha de Cascais a privados. A autarquia de Cascais já veio dar conta da intenção de avançar com uma candidatura em parceria com as câmaras de Oeiras e Lisboa.

É fundamental para melhorar a qualidade do serviço e isso deve avançar. Deus queira que as câmaras de Cascais, Oeiras e Lisboa não consigam ficar com a concessão, porque prefiro que sejam entidades privadas a fazê-lo. Senão os mesmos vícios vão persistir, independentemente de ser de uma câmara municipal ou do Estado Central", defende o ex-deputado do PSD.

  • Fonte: Rádio Renascença
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