Fundação AIS financiou 5.368 projetos em 141 países. Portugal registou ano recorde de donativos
- 26/06/2026 07:13
- Redação
A Fundação AIS – Ajuda à Igreja que Sofre anunciou esta sexta-feira que financiou 5.368 projetos em 141 países durante 2025, graças a 145,8 milhões de euros em donativos e legados recebidos de 363.176 benfeitores em todo o mundo. O apoio permitiu responder a milhares de pedidos de comunidades cristãs em situação de vulnerabilidade, financiando projetos pastorais, programas de formação, construção de infraestruturas e ajuda de emergência.
"Sem os nossos benfeitores, nada disto seria possível. Graças à sua generosidade, a Igreja conseguiu continuar a ser um sinal de esperança para milhões de pessoas que vivem em contextos de pobreza, guerra, discriminação e perseguição", afirma a presidente executiva da Fundação AIS, Regina Lynch, ao apresentar o relatório anual da instituição.
O documento revela que a fundação apoiou 40.207 sacerdotes, através da atribuição de 1.887.721 estipêndios de Missa, o maior número de sempre, além de 13.368 seminaristas, o equivalente a um em cada oito futuros sacerdotes no mundo.
A Índia foi o país que recebeu mais ajuda da Fundação AIS em 2025, seguindo-se a Ucrânia, o Líbano e a Síria. A África concentrou 34,5% da ajuda global, refletindo o crescimento da Igreja no continente e os desafios provocados pelo terrorismo, pelos conflitos armados e pelas deslocações forçadas. A fundação apoiou ainda cerca de 20 mil religiosas e distribuiu mais de 520 mil livros religiosos, entre Bíblias, Novos Testamentos e publicações do YOUCAT.
Em Portugal, 2025 foi o melhor ano de sempre para o secretariado nacional da Fundação AIS. Os donativos atingiram 4,268 milhões de euros, mais 8,7% do que em 2024.
Para a diretora do secretariado nacional, Catarina Martins de Bettencourt, citada em comunicado, este resultado demonstra que "os nossos benfeitores mostraram aqui em Portugal uma extraordinária solidariedade e preocupação para com a Igreja que sofre".
A responsável sublinha que esse apoio ganha ainda mais significado porque "muitos dos nossos benfeitores são pessoas humildes, que vivem com dificuldade. No entanto, nunca deixaram de se preocupar com os cristãos que são perseguidos por causa da sua fé, rezando por eles e ajudando a construir todos os dias esta cadeia de solidariedade que é única no mundo".
No final, Catarina Martins de Bettencourt deixa uma mensagem de agradecimento aos benfeitores portugueses, afirmando que "face aos resultados obtidos no ano passado, só tenho mesmo de dizer muito obrigada a todos", dirigindo também esse reconhecimento "aos padres e religiosas que estão nos lugares mais perigosos do mundo para serem aí testemunhas do carinho de Deus".
Criada em 1947, a Fundação AIS é uma fundação pontifícia que apoia a missão pastoral da Igreja em países onde os cristãos sofrem perseguição, discriminação ou vivem sem os recursos necessários para praticar e transmitir a fé.