Como ajudar a Venezuela? Eis as campanhas solidárias lançadas em Portugal
- 26/06/2026 08:17
- Redação
Entre as iniciativas de apoio destaca-se a campanha "Ajude a Venezuela", lançada pela Portugal com ACNUR, fundação parceira da Agência da ONU para os Refugiados em Portugal. A organização está a recolher donativos para reforçar a resposta humanitária às comunidades afetadas pelos sismos.
Também a Cruz Vermelha Portuguesa lançou uma campanha de donativos para financiar as operações de emergência. A instituição alerta para os graves danos provocados pelos sismos, incluindo colapsos de edifícios, destruição de infraestruturas essenciais, cortes de energia e comunicações e milhares de pessoas afetadas.
A comunidade luso-venezuelana também está mobilizada. A associação HUELLATINA, em parceria com a Câmara Venezuelana-Portuguesa de Comércio, Indústria, Turismo e Afins (CAVENPORT), abriu um centro de recolha de ajuda humanitária na Rua Augusto Rosa, n.º 198, no Porto.
Mira de Aire, no concelho de Porto de Mós, também promove uma campanha de recolha de bens essenciais para as famílias afetadas pelos sismos. A iniciativa decorre no domingo, a partir das 8h00, na praça em frente à Igreja Velha.
Os organizadores apelam à entrega de alimentos não perecíveis (como arroz, massa, feijão, enlatados, leite em pó, cereais e bolachas), roupa e mantas em bom estado, material médico básico (soro fisiológico, ligaduras, gazes, álcool, pensos e analgésicos), fraldas para crianças e adultos, toalhitas húmidas e produtos de higiene pessoal, como sabonete, champô, escovas e pasta de dentes, desodorizante e absorventes.
A campanha pretende reunir bens essenciais para serem enviados às famílias atingidas pelo terramoto, sublinhando que "não é dinheiro, é apoio que transforma vidas".
"As imagens e as notícias que nos chegam da Venezuela destroçam-nos o coração. Não bastava já um país prostrado económica e politicamente, como, agora, um país destruído por tremores de terra devastadores", escreve o bispo.
D. Nuno Brás sublinha que, perante a dimensão da tragédia, é necessária uma "ajuda concreta" e explica que a recolha de fundos é a forma mais eficaz de apoiar a população, uma vez que "não é possível enviar apoio médico ou contentores com produtos".