"Duas figuras na gestão da arbitragem criam confusão": a demissão de Duarte Gomes em análise
- 26/06/2026 13:15
- Redação
"O cargo do diretor técnico nacional da arbitragem é um cargo da direção da FPF. É um cargo de nomeação direta. E a Lei de Base do Desporto é bem clara: o Conselho de Arbitragem tem de ser um organismo independente, eleito de forma independente, e só uma Assembleia Geral da FPF é que pode demitir o Conselho de Arbitragem", explica Marco Ferreira.
Em declarações a Bola Branca, o antigo árbitro não se mostra surpreendido com o anúncio da renúncia de Duarte Gomes. "Apesar de ter as melhores das intenções", o cargo para o qual Duarte Gomes foi nomeado "não estava bem".
"Eu tenho alertado para isso desde o início: algo não estava bem. Não pode haver nenhuma interferência da direção da FPF na gestão da arbitragem, a não ser no que é o orçamento. A gestão é toda feita pelo Conselho de Arbitragem, que é eleito. É assim que está na Lei de Base do Desporto e, enquanto não for alterada, é assim que tem que ser. A existência de duas figuras na gestão da arbitragem cria muita confusão, porque o Luciano Gonçalves tem legitimidade pelas eleições, pela lista que apresentou, e ele é que tem que assumir a arbitragem na sua totalidade", detalha.
Para Marco Ferreira, a criação do cargo de diretor técnico nacional da arbitragem choca com a do presidente do Conselho de Arbitragem, de Luciano Gonçalves. Um choque que pode ter motivado impedimentos de base nas intenções de Duarte Gomes em implementar determinadas alterações e que podem, também, ter redundado neste desfecho.