De "coração nas mãos", mas "fortes" e a "trabalhar". Latino-americanos recolhem donativos para a Venezuela

  • 26/06/2026 17:53
  • Redação

No dia anterior, os membros da Huellatina andaram com “o coração nas mãos” por causa das dificuldades em localizar o irmão de um membro desta cooperativa luso latina sediada no Porto, o que entretanto já foi possível fazer.

“Quando chega alguém [à cooperativa], a primeira pergunta que faço é: como está a sua família? Como estão os seus entes queridos, os seus amigos?” e as respostas têm sido positivas, até ao momento.

Mas não é possível escapar por completo aos efeitos dos terramotos e há pelo menos um membro da comunidade que perdeu um amigo.

Para além deste equipamento para “trabalhar no terreno”, que possa dar apoio nas operações de resgate, o mais importante é ajudar as pessoas que perderam as suas casas com “sacos de cama, colchões insuflados que também já recebemos por parte da comunidade, mantas térmicas, tendas de campanha”.

“Utensílios, recipientes herméticos, sacos impermeáveis e pratos e talheres de campismo”, vão também ser úteis em contexto de catástrofe.

A expectativa é que seja possível enviar um primeiro carregamento “ainda esta [próxima] semana, pela “urgência que há”, mas para isso é necessária uma mobilização da população: “tudo vai depender do volume das coisas que vão chegando. Precisamos que cheguem coisas para poder fazer um envio, porque os custos são grandes”, apesar da cooperação já assegurada da Liberty Express.

O choque nos últimos dias tem sido grande, mas a comunidade latino-americana mantém-se esperançosa e com vontade de ajudar, assegura Angelina Bolívar. “As pessoas estão a ajudar, têm esperança. Tal como os portugueses, os latino-americanos têm muita esperança. Sofrem, mas estão a trabalhar. Lá, a tentar ajudar aqueles que também estão na mesma situação. E, desde cá, também tentamos fazer o nosso melhor”.

Os donativos poderão ser entregues na sede da Huellatina, localizada na Rua Augusto Rosa, próximo do Teatro São João, no Porto.

Mas não só. A iniciativa é nacional e há também pontos de recolha a funcionar no Algarve, em Lisboa e na zona de Braga.

  • Fonte: Rádio Renascença
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