Jorge Pinto substitui Rui Tavares como candidato a porta-voz. Livre tenta travar contestação interna

Jorge Pinto substitui Rui Tavares como candidato a porta-voz. Livre tenta travar contestação interna

  • 26/06/2026 05:35
  • Redação

A poucas semanas do Congresso eletivo do Livre, Rui Tavares decidiu não se recandidatar a porta-voz do partido, mantendo-se, contudo, na direção com o pelouro da estratégia, comunicação e formação. Será o deputado e ex-candidato a Presidente da República Jorge Pinto a candidatar-se a porta-voz dividindo o cargo com Isabel Mendes Lopes, que se mantém.

Prevê-se a criação, por exemplo, de Grupos de Discussão que deverão servir como “redes de apoio e solidariedade interna face a situações de injustiça ou discriminação” ou melhorias na comunicação interna do partido. A moção fala mesmo de “clarificar” o modelo de articulação entre órgãos como os Círculos Temáticos e os órgãos nacionais.

Em relação ao Grupo de Contacto, o principal órgão executivo do Livre, a moção prevê “tentar dinamizar reuniões em formato presencial ou híbrido”, tendo em conta que a direção tem reunido “exclusivamente” em formato videoconferência. Pretende-se assim “melhorar” o seu funcionamento.

São ainda criados diversos pelouros, segundo a moção, para “facilitar a cooperação, evitar a dispersão de informação” e garantir que o trabalho do partido “seja mais articulado”. Entre esses cargos agora criados está o de secretário-geral para a “gestão operacional e coordenação de equipa”, que ficará a cargo de Tomás Cardoso Pereira, atual deputado em substituição e que já passou pela assessoria de imprensa do partido e chefe de gabinete do grupo parlamentar.

Assumindo que os atuais estatutos do partido “revelam desatualizações e incoerências”, os incumbentes propõem uma “reflexão mais aprofundada” sobre o modelo de primárias e a sua “adequação” a cada tipo de ato eleitoral. A direção propõe ainda a criação de uma Comissão Eleitoral Permanente com “capacidade para organizar e assegurar o normal funcionamento” dos processos eleitorais do Livre.

A moção prevê ainda que o partido deve “manter uma reserva permanente” para a possibilidade de eleições legislativas antecipadas. “O Livre está preparado para assumir responsabilidades de governação quando os portugueses quiserem”, lê-se ainda no texto.

  • Fonte: Rádio Renascença
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