O recorde que Messi (provavelmente) não vai bater. E outro talvez mais possível
- 27/06/2026 03:20
- Redação
Com os dois golos apontados à Áustria, Lionel Messi isolou-se como o melhor marcador da história dos Mundiais, com 18 golos. Mas há um registo que, mesmo para o argentino, continua a parecer fora de alcance, mais difícil fica ainda com o anúncio de Lionel Scaloni: Messi será suplente contra a Jordânia.
É preciso recuar ao Mundial de 1958, na Suécia, para encontrar a maior exibição individual de sempre numa única edição. O francês Just Fontaine marcou 13 golos em apenas seis jogos, um feito que nunca mais foi igualado e que sobrevive há quase sete décadas.
Desde então, nenhum jogador ultrapassou os dez golos num só Mundial. Aliás, a média de golos do melhor marcador de cada edição é de 7,13, um valor que desce para seis no século XXI, numa era marcada por maior equilíbrio e por sistemas defensivos mais sofisticados.
Messi soma já cinco golos em apenas dois encontros, um arranque promissor. Ainda assim, chegar aos 13 de Fontaine exigiria manter um ritmo quase irreal ao longo de toda a competição, algo dependente não apenas do rendimento individual, mas também do percurso da Argentina e da gestão física de um jogador que, acabadinho de celebrar o 39º aniversário, disputa o sexto Mundial da carreira.
A história, porém, recomenda prudência a quem se atreve a dar os recordes por garantidos. Afinal, muitos dos números que hoje pertencem a Messi também pareciam inalcançáveis.
E se há alguém capaz de desafiar uma marca que resiste desde 1958, é precisamente o homem que fez do impossível um hábito.
Talvez o recorde de Jairzinho, no Mundial de 1970, seja mais fazível: o furacão do Botafogo marcou em todos os jogos desse Campeonato do Mundo, da primeira jornada da fase de grupos até à final. Ou seja, Checoslováquia (2), Inglaterra, Roménia, Peru, Uruguai e Itália.
Nesta altura, o recorde está apenas ao alcance de Vinicius Jr, Ismael Saibari e Lionel Messi.