Atraso na correção de exames. Diretores afastam culpas das escolas
- 29/06/2026 03:26
- Redação
A Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) sublinha que não é “aceitável que se procure transferir para as escolas responsabilidades que manifestamente não lhes pertencem”. Referindo-se aos atrasos nas correções dos exames nacionais, o esclarecimento, assinado pelo presidente Filinto Lima, lembra que a origem do problema é hoje amplamente conhecida”, estando situada no “domínio tecnológico e organizacional”.
O comunicado (ou contra-comunicado) surge como resposta ao JNE/EduQA (Júri Nacional de Exames/Instituto de Educação, Qualidade e Inovação – o organismo público responsável pela implementação das políticas educativas e pela gestão independente da avaliação externa das aprendizagens).
De acordo com a associação que representa os diretores, são preocupantes as “referências constantes que parecem atribuir às escolas e aos diretores responsabilidades nos problemas ocorridos”, apelando a que se mantenha a "serenidade", o "sentido de responsabilidade institucional" e uma" comunicação pública rigorosa, capaz de preservar a confiança dos professores classificadores, dos alunos e das suas famílias”.
“Mais do que procurar responsabilidades nas escolas, importa reforçar os mecanismos de apoio, comunicação e acompanhamento deste processo, evitando declarações suscetíveis de gerar desnecessária intranquilidade junto das comunidades educativas”, reforça-se neste comunicado, que refere ainda que os diretores e as suas equipas “têm sido parceiros leais de todos os processos de avaliação externa”. Para a ANDAEP é agora necessário dar condições aos professores classificadores, de forma a garantir que os alunos não sejam prejudicados e que as pautas possam ser afixadas a 14 de Julho.
Segundo o Júri Nacional de Exames, o processo de distribuição de respostas aos professores classificadores arranca esta segunda-feira, mantendo-se o prazo final de classificação para 10 de julho. Neste ano letivo, os alunos continuam a escrever os exames nacionais, que dão acesso às universidades, à mão, mas o papel é depois digitalizado e enviado aos professores.