O que se passa com os exames nacionais? Sem "pré-juízos", Carneiro insiste em explicações do Governo
- 29/06/2026 10:14
- Redação
"Estão-nos a ser reportadas situações que têm bastante gravidade, tendo em consideração a sensibilidade do assunto. As famílias investem muito das suas vidas na preparação dos seus filhos para a realização dos exames e para a candidatura ao ensino superior", defendeu o líder do Partido Socialista.
Os exames nacionais continuam a realizar-se em papel, mas, pela primeira vez, as provas serão corrigidas em formato digital, trabalho que, no caso da prova de Português, deveria estar concluído até 6 de julho, para que as classificações fossem enviadas até 10 de julho.
"Há relatos, há reportes de situações que são preocupantes e que nos devem preocupar", insistiu José Luís Carneiro, que diz não querer fazer "pré-juízos" antes de perceber o que se passou. "Vamos aguardar pelas explicações que o ministro da Educação tem a dar. Certamente terá explicações, é importante conhecê-las, é importante não fazermos pré-juízos ou pré-julgamentos. É preciso saber o que se passa", sustentou.
José Luís Carneiro — que defendeu que o Governo deve prestar uma explicação "clara e inequívoca" sobre as razões dos atrasos — recordou que os resultados dos exames, nomeadamente da disciplina de Português, estão previstos para 10 de julho. E, acrescentou, na passada sexta-feira, existia já um atraso de quatro dias no arranque da correção das provas, uma vez que estas ainda não tinham sido disponibilizadas na plataforma criada para o efeito.
O líder do PS concluiu que se trata de um assunto "muito sensível" que exige esclarecimentos urgentes.