"Hoje já há muitos professores a corrigir exames", garante ministro da Educação
- 29/06/2026 13:23
- Redação
"Estamos dentro dos prazos previstos." O ministro da Educação garante que nenhum aluno será prejudicado devido aos atrasos na correção dos exames nacionais — que estão a chegar aos avaliadores depois do previsto. Fernando Alexandre falava aos jornalistas no Porto, à margem de uma visita à Universidade Portucalense.
Os problemas, garante, estão a ser resolvidos, mantendo a mesma linha do comunicado do EduQa (Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação), organismo responsável pela avaliação externa dos alunos. "Nós continuamos dentro dos prazos previstos. Ou seja, os professores têm, todos os anos, 10 dias úteis para corrigir os exames e aquilo que o EduQa nos diz é que vai garantir esses 10 dias úteis para os professores procederem à correção."
Segundo Fernando Alexandre, já há avaliadores a olhar para as provas e, acredita, o calendário de correção será cumprido.
"Hoje já há muitos professores a corrigir exames. Muitos já receberam provas para corrigir no seu espaço partilhado e credenciado e, por isso, apesar do atraso que houve, foi reforçada a equipa de professores. Essa é uma forma de garantir, precisamente, uma avaliação mais rigorosa", acrescentou o tutelar da pasta da Educação.
De resto, o ministro diz que as provas digitais — que tiveram um teste piloto no ano passado, apenas nas provas de Filosofia — são para continuar. "É uma novidade no sistema que é muito positiva, que já é seguida noutros países, e nós estamos a dar esse passo muito importante de modernização, utilizando as ferramentas digitais."
Os exames nacionais continuam a realizar-se em papel, mas, pela primeira vez, as provas serão corrigidas em formato digital, trabalho que, no caso da prova de Português, deveria estar concluído até 6 de julho, para que as classificações fossem enviadas até 10 de julho.