Eduardo Souto de Moura recebe medalha de ouro da União Internacional dos Arquitetos

Eduardo Souto de Moura recebe medalha de ouro da União Internacional dos Arquitetos

  • 30/06/2026 03:20
  • Redação

Criada em 1984 pela UIA, de caráter trienal, a medalha é classificada pela própria organização como "a mais prestigiante distinção atribuída a um arquiteto por arquitetos, escolhida a partir de nomeações submetidas por instituições profissionais de todo o mundo".

Já na quarta-feira, a Ordem dos Arquitetos (OA) e a Casa da Arquitetura (CA) juntam-se à Embaixada de Portugal em Espanha para uma homenagem ao arquiteto.

Pelas 16:00, uma conversa junta Nuno Grande, Souto de Moura, Inês Lobo, Manuel Aires Mateus e Wilfried Wang, depois da abertura, a cargo de Avelino Oliveira, presidente da OA, Nuno Sampaio, diretor da CA, e Marta Vall-Llossera, presidente do Colégio Superior dos Arquitetos de Espanha.

No encerramento, nota para a presença da secretária de Estado da Habitação, Patrícia Gonçalves Costa.

Mais tarde, no Museu MOCO, de arte moderna e contemporânea, há uma receção comemorativa com uma instalação dedicada a Souto de Moura, intitulada "Ucronia", que parte de esquissos inéditos do arquiteto, dos anos 1970.

"Reúne vídeos desenvolvidos pelo 18---25 Research Studio em colaboração com Eduardo Souto de Moura, revelando as atmosferas e linguagens de representação da série de "monumentos imaginários"", pode ler-se em comunicado sobre a instalação, que tem curadoria de Pedro Bandeira.

Durante o congresso, o Comité Internacional de Críticos de Arquitetura tinha ainda previsto a entrega dos prémios e menções honrosas que este ano distinguiram ensaios e trabalhos de investigação dos arquitetos portugueses André Tavares, Pedro Baía, Luís Santiago Baptista, Vítor Alves e Carlos Machado e Moura.

A carreira de Eduardo Souto de Moura, nascido no Porto em 1952, soma mais de uma dezena de prémios, como o Leão de Ouro da Bienal de Veneza, atribuído em 2018, e o Pritzker, o "Nobel da arquitetura", em 2011, pelo conjunto da obra.

Entre outras distinções, recebeu o Prémio da X Bienal Ibero-americana de Arquitetura e Urbanismo, em 2016, o Prémio Wolf de Artes, de Israel, em 2013, o Prémio Pessoa, em 1998, e o Prémio da Associação Internacional de Críticos de Arte - Portugal, em 1996.

Nos Estados Unidos, a sua carreira foi reconhecida pela Academia Americana de Artes e Letras, com o Prémio Arnold W. Brunner 2019.

A Casa das Histórias Paula Rego (Cascais), o Estádio Municipal de Braga, a Torre Burgo (Porto), o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais (Bragança), a remodelação do Museu Nacional Grão Vasco (Viseu) e os interiores dos Armazéns do Chiado (Lisboa) contam-se entre os seus projetos, assim como o pavilhão da Serpentine Gallery, em Londres, feito em parceria com Álvaro Siza, com quem iniciou a carreira, em 1981.

  • Fonte: Rádio Renascença
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