Corina Machado anuncia regresso à Venezuela para ajudar vítimas dos sismos

Corina Machado anuncia regresso à Venezuela para ajudar vítimas dos sismos

  • 30/06/2026 03:43
  • Redação

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, disse esta segunda-feira estar "disposta a fazer o que for preciso" para entrar na Venezuela e ajudar nos esforços de recuperação do país após os sismos consecutivos da semana passada.

Machado, atualmente no Panamá, acusou o Governo venezuelano de bloquear a sua tentativa de regresso ao país e, num vídeo publicado no X, disse que "estará na Venezuela para ajudar a coordenar e incentivar os esforços dos cidadãos durante a emergência".

Machado vivia escondida na Venezuela desde que reivindicou a vitória nas polémicas eleições de 2024. Em dezembro, fugiu secretamente da Venezuela de barco para Oslo, onde recebeu o Prémio Nobel da Paz, que entregou posteriormente ao presidente dos EUA, Donald Trump.

O desejo de Machado de regressar à Venezuela causou atritos em Washington, onde lhe foi pedido que adiasse o seu regresso.

A líder da oposição contactou vários funcionários do Governo norte-americano, incluindo da Casa Branca, do Departamento de Estado e membros do Congresso, em busca de apoio para o seu possível regresso à Venezuela, disse um funcionário da Casa Branca à Reuters no sábado.

A captura do ex-Presidente Nicolás Maduro pelas forças norte-americanas em Janeiro tinha aumentado as expectativas de algumas figuras da oposição de que Machado, de 58 anos, assumiria um papel de liderança no Governo da Venezuela.

No entanto, Trump declarou o seu apoio à ex-vice-presidente de Maduro, Delcy Rodríguez, afirmando que Machado não tinha o apoio necessário para liderar o país a curto prazo.

Machado tinha dito antes dos sismos que esperava regressar à Venezuela antes do final do ano. "Neste momento, estou disposta a fazer o que for preciso, a falar com quem for necessário, para coordenar e servir o nosso povo", disse Machado na segunda-feira.

Num breve comunicado, o Departamento de Estado disse à Reuters na noite de segunda-feira que está "totalmente focado em continuar a avançar com os nossos esforços em resposta aos devastadores sismos na Venezuela" e não fez qualquer menção aos pedidos de Machado para que Washington facilitasse o seu regresso.

  • Fonte: Rádio Renascença
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