"Interesse público não prevaleceu". PM critica burocracia que atrasou fábrica de comboios em Matosinhos

  • 30/06/2026 07:58
  • Redação

O primeiro-ministro insiste que as regras da contratação pública, tal como estão, prejudicam o interesse nacional.

Na manhã desta terça-feira, durante o lançamento da primeira pedra da futura fábrica de comboios da Alstom, em Guifões, no concelho de Matosinhos, Luís Montenegro disse que "este dia esteve para não acontecer".

Em causa está um atraso de mais de dois anos no projeto, devido a uma batalha judicial envolvendo os fabricantes concorrentes que foram rejeitados pela CP no concurso público lançado em 2021.

Montenegro argumenta que o atual regime de contratação pública fez com que “um resultado de um concurso tenha sido colocado em causa”, o que, sendo “legítimo”, fez com que o país perdesse tempo. “E aqui tempo é mesmo dinheiro”, sublinhou.

“Aqui, o interesse público aqui não prevaleceu com estas regras. Nós, país, fomos prejudicados, os contribuintes portugueses foram prejudicados. E não tinha de ser assim", concluiu.

  • Fonte: Rádio Renascença
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