Estrela "não soube" antecipadamente a nomeação de árbitros e pondera levar Duarte Gomes a tribunal
- 01/07/2026 08:01
- Redação
De acordo com o "Record", Duarte Gomes tomou conhecimento que Hélder Malheiro soube, antes do anúncio do Conselho de Arbitragem, que iria ajuizar o Moreirense-Estrela da Amadora.
O árbitro terá afirmado que foi informado através de um antigo assistente, que hoje trabalha no Estrela da Amador, e terá saído em rota de colisão com o presidente do Conselho de Arbitragem, Luciano Gonçalves, por alegada ingerência nas nomeações.
A Bola Branca, o presidente Paulo Lopo, desmente a acusação: "Isso não corresponde à verdade, se alguém soube foi porque Duarte Gomes contou a alguém. O Estrela da Amadora não soube da marcação desse jogo, nem de outros. Só sabemos no dia anterior, às vezes um dia e meio".
A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) remeteu o caso para o Ministério Público.
O dirigente do clube da Reboleira considera "um pouco ridículo" que o Estrela possa estar "na génese da demissão de Duarte Gomes."
"Mal estaria o futebol português se um clube como o Estrela da Amadora tivesse o poder de decisão", aponta.
A demissão colocou sob suspeita o Conselho de Arbitragem, liderado por Luciano Gonçalves, que já esteve no olho do furacão ao longo da temporada passada. Paulo Lopo defende que "se fazem promessas que não se conseguem cumprir e depois são criados cargos para justificar estas promessas não cumpridas."
"Quando se percebe que os cargos são uma mão cheia de nada e que a ambição era outra, usam todos os meios ao alcance para se chegar a esses objetivos", aponta.
Perante a alegada acusação de Duarte Gomes, Paulo Lopo afirma que, "se esta narrativa for o que parece", o clube "terá de agir judicialmente contra Duarte Gomes por estar a por em causa o bom nome do Estrela."
"Recordo-me do Duarte Gomes ter dado o Paulo Lopo como um exemplo do dirigismo em Portugal. Lamento profundamente se já não pensa isso, mas quando me recebeu, manifestou uma grande admiração por mim", termina.
Em comunicado, o antigo diretor técnico da arbitragem confirmou que renunciou ao cargo após ter recebido e investigado informações que levaram a uma quebra de "confiança institucional", e que a continuidade em funções teria sido "incompatível" com os seus princípios e valores.