Vai ser alargada a imunização de bebés para o Vírus Sincicial Respiratório
- 01/07/2026 09:56
- Redação
Vai ser alargada a imunização de bebés para o Vírus Sincicial Respiratório. Na próxima campanha – com início em setembro – vão ser chamadas todas as crianças que nasceram a partir de 1 de abril, quando no último inverno foram imunizados os bebés que nasceram a partir de 1 de junho.
Em 2025, segundo ano em que o anticorpo foi disponibilizado gratuitamente, 91% das crianças abrangidas foram imunizadas, mais 5% do que no ano anterior. Uma adesão que mostra, na opinião do subdiretor geral da Saúde, André Peralta Santos, “a confiança que os pais e as mães colocam nestes programas de imunização”
O responsável da DGS considera também “muito positiva a taxa de vacinação contra a gripe, em crianças dos seis meses aos dois anos". Segundo André Peralta, no primeiro ano de implantação "conseguiu-se que metade das crianças se vacinassem, o que nos coloca, no primeiro ano de implementação desta estratégia, entre os melhores países dos que têm estratégias semelhantes a Portugal”.
As taxas de vacinação em Portugal continuam entre as mais elevadas da Europa, com coberturas entre 98% e 99% nas vacinas do Programa Nacional de Vacinação durante o primeiro ano de vida e, na generalidade, acima da meta de 95%.
O relatório da Direção-Geral da Saúde relativo a 2025 destaca uma ligeira descida da cobertura da primeira dose da vacina contra o sarampo, papeira e rubéola aos dois anos de idade, de 99% para 98%, mantendo-se, contudo, a segunda dose nos 96% aos seis anos e cumpridas todas as metas nacionais e internacionais para a eliminação do sarampo e da rubéola.
Há sinais de que esta hesitação vacinal – explica André Peralta Santos – “está a aumentar em algumas zonas do território, nomeadamente, no Algarve, no Alentejo e na Grande Lisboa, onde a vacinação do sarampo caiu”. Ainda assim é uma situação a analisar. Porque se for uma “diminuição sustentada é mais preocupante”.
A vacinação contra o vírus do papiloma humano (HPV) continua a apresentar resultados expressivos. Entre as raparigas, a cobertura mantém-se nos 91% aos 12 anos, enquanto nos rapazes subiu de 91% para 93% aos 15 anos, ultrapassando os objetivos definidos pelas estratégias nacional e europeia de combate ao cancro. Segundo a DGS, estes valores aproximam Portugal da meta de eliminar o cancro do colo do útero.
O relatório refere ainda que a vacinação na gravidez contra a tosse convulsa atingiu uma cobertura estimada de 82,8%, embora as autoridades considerem necessário reforçar esta estratégia junto das grávidas.
Em matéria de segurança, foram notificadas 11,92 suspeitas de reações adversas por cada 100 mil vacinas administradas e 5,90 casos graves por cada 100 mil doses, números considerados raros e muito raros, respetivamente, e alinhados com os registados em 2024.