IA AMALIA – Dia 1. “Quem não arrisca não petisca”
- 01/07/2026 12:53
- Redação
AMALIA. Assistente Multimodal de Linguagem com Inteligência Artificial. Até agora, neste projeto de IA em português de Portugal, foram investidos 5,5 milhões de euros, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), mas o valor vai subir um milhão e meio de euros para “evolução do modelo e infraestrutura soberana” até 2027, revela o Governo.
Desenvolvido por um consórcio de cinco universidades portuguesas e centros de investigação, é uma opção governativa em prol, não apenas do desenvolvimento tecnológico, mas sobretudo da soberania nacional a este nível.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, que discursou no final da apresentação desta quarta-feira, sublinhou que a “autonomia estratégica da Europa está hoje talvez mais dependente do que nunca deste preciso tema que é a Inteligência Artificial”, de forma a garantir “que não ficamos expostos a tensões que não dependem de nós”.
Ou seja, trocado por miúdos, caso ferramentas como o Chat GPT ficassem bloqueadas no continente europeu, a salvaguarda estaria na IA já criada pela Europa (e que assim continuaria a funcionar).
Dado o investimento e o tempo que o projeto, com texto, imagem e vídeo, demorou a ser desenvolvido (e mesmo que ainda não esteja concluído, estando em testes nos serviços públicos), o primeiro-ministro entende que os cerca de dois anos investidos nesta Inteligência Artificial representam uma opção pelo risco e pela necessária tomada de decisões.
“A cultura do risco deve ser entendida dentro de um sentido de responsabilidade, mas num sentido de ambição, num sentido de esperança, num sentido de confiança. É mesmo caso para dizer que quem não arrisca não petisca. Quem fica a aguardar grandes reflexões e grandes consensualizações fica para trás. É mais importante tentar do que adiar. É preciso tentar e eventualmente falhar”, assinala.
Pelo meio, e com o ministro da Reforma do Estado na plateia, Montenegro deixou também um aviso para que Gonçalo Matias “não digitalize aquilo que ainda não está simplificado”, de maneira a que a burocracia já existente no papel não passe, ela própria, para o mundo online.
Ajudar a fazer o cartão de cidadão pela internet, apoiar em visitas a museus ou auxiliar no mundo educativo são algumas das ferramentas possíveis e disponíveis, na totalidade, a breve trecho: subsistindo muitas dúvidas quanto ao que pode esta IA fazer de diferente ao relação ao já existente.