Coleção de Arte Contemporânea do Estado com visita livre sábado
- 01/07/2026 13:58
- Redação
Já foi a casa da coleção de arte da Fundação Elipse, de João Rendeiro. É um armazém de cor preta que fica numa zona industrial, entre supermercados e fábricas. Agora é a casa da CACE – a Coleção de Arte Contemporânea do Estado.
O CACE Centro é inaugurado esta quarta-feira, em Alcabideche, no concelho de Cascais com a presença da ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes. A abertura faz-se com a exposição “Dual Sim”, que reúne uma seleção de 23 das obras adquiridas desde 2019.
A coleção, que por vezes está espalhada por “espaços que pertencem ao universo da diplomacia, em representação estatal”, está também nas reservas de outras instituições, como “Serralves, o MAC CCB, o Centro de Arte Contemporânea de Coimbra, o Museu de Arte Contemporânea”, entre outros, explica a responsável.
Em Alcabideche estão, “pela primeira vez, num espaço próprio e adequado às necessidades” reunidas grande parte das obras da coleção. A ideia é que o espaço seja visitável.
“O espaço permite ter, não só as reservas visitáveis, como permite por marcação agendar visitas”. Mas este sábado, e tal como irá acontecer uma vez por mês, não será necessário agendar. A visita é livre, indica a diretora.
“Temos as obras disponíveis, não só quando estão em exposição, mas há também uma experiência de contacto com aquilo que é o dia a dia da gestão de uma de uma coleção”, diz Sandra Vieira Jürgens.
Além de um serviço educativo, o CACE Centro pretende ser também um espaço de acolhimento para quem queira “estudar as obras e ter esse conhecimento profundo e próximo daquilo que é um acervo de arte contemporânea do Estado”.
“Por outro lado, a nossa missão continua a ser descentralizar e levar a coleção ao território” sublinha a diretora.
O edifício do centro foi desenhado pelo arquiteto Pedro Gadanho e adquirido pelo Estado no âmbito do processo de insolvência do BPP – o Banco Privado Português.
Para acolher a CACE sofreu algumas adaptações. “Este edifício já tinha todas as condições para aqui se manter a Coleção Elipse que já cá estava. Aquilo que juntámos foram as novas aquisições e algumas outras obras que tínhamos” destaca a responsável.