Sobe para 2.295 o número de mortos na Venezuela

  • 01/07/2026 14:10
  • Redação

Sobe para 2.295 o número de mortos dos sismos na Venezuela, anunciou esta quarta-feira o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodriguez. O anterior balanço dava conta de 1.943 vítimas mortais.

O número de feridos é agora de 11.267. Há ainda milhares de desalojados na sequência dos tremores de terra da semana passada, indica a mesma fonte numa declaração ao país.

Entre a comunidade portuguesa residente na Venezuela há 71 mortos e 71 desaparecidos, de acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou esta quarta-feira que o Governo decretou um dia de luto nacional, a cumprir no próximo domingo, pelas vítimas dos sismos na Venezuela.

"Decidimos no Governo, também já com a partilha com o Presidente da República, determinar o próximo domingo como dia de luto nacional pelas vítimas dos terramotos que ocorreram na Venezuela e, em particular, pelos cidadãos portugueses, e lusodescendentes que perderam a vida e por todos aqueles que sofreram o efeito destas tragédias", anunciou Luís Montenegro.

Dois aviões da Força Aérea Portuguesa estão prontos para arrancar com ajuda à Venezuela e deverão partir até terça-feira, podendo no regresso trazer pessoas, declarou esta quarta-feira o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

"Estamos já a organizar novos voos com a nossa força aérea, já temos dois aviões prontos para arrancar. Espero até sexta-feira ter já os dois aviões cheios ou perto disso” declarou Emídio Sousa aos jornalistas, na Assembleia da República, à margem da sessão de encerramento do encontro do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CPCCP), que esteve reunido entre segunda-feira e hoje.

“Tínhamos previsto um primeiro voo no dia 7 [de julho], que é terça-feira. Se o podermos antecipar, se tivermos já carga para carregar o avião, provavelmente anteciparemos", adiantou o governante realçando que há muita ajuda das pessoas a chegar, mas há que selecionar o que é mais necessário.

“Estamos a fazer uma seleção do que é verdadeiramente preciso. Há muito boa vontade das pessoas”, explicou adiantado que, para já não são necessários bens alimentares, bens perecíveis ou água, por exemplo.

O secretário de Estado assegurou que tem estado em permanente contacto com as autoridades venezuelanas e com as portuguesas, para que se perceba efetivamente o que faz falta.

  • Fonte: Rádio Renascença
Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para nossa equipe pelo E-mail contato@portugalemfoco.pt.

Compartilhar: