Calor extremo. Lisboa reforça apoio a idosos e pessoas em situação de sem-abrigo

Calor extremo. Lisboa reforça apoio a idosos e pessoas em situação de sem-abrigo

  • 02/07/2026 03:00
  • Redação

A Proteção Civil municipal está também em coordenação com a Direção-Geral da Saúde para articular as medidas consideradas mais adequadas.

Para as pessoas em situação de sem-abrigo, a Câmara Municipal de Lisboa vai reforçar equipas e abrir três estações de metro durante a noite: Santa Apolónia, Rossio e Oriente.

A rede de refúgios climáticos também está a ser monitorizada. A Proteção Civil admite ajustar horários sempre que possível, para garantir maior cobertura ao longo do dia.

No terreno, haverá ainda reforço da vigilância nas áreas florestais da cidade, sobretudo no Parque de Monsanto. O dispositivo envolve o Regimento de Sapadores Bombeiros, a Polícia Municipal, a Polícia Florestal e os bombeiros voluntários.

“Não há, neste momento, condicionamentos”, adianta o responsável, explicando que, por enquanto, as áreas florestais continuam abertas. O que existe é “um reforço da vigilância e uma maior presença nestas áreas”, acrescenta.

O diretor do Serviço Municipal de Proteção Civil deixa ainda vários conselhos à população: "evitar a exposição solar entre as 11h00 e as 17h00, fechar persianas durante o dia, abrir janelas de manhã e à noite, usar roupa leve e clara, beber água mesmo sem sede e nunca deixar crianças ou animais dentro de carros fechados".

A hidratação é uma das principais preocupações, sobretudo para quem vai estar na rua ou participar em ajuntamentos durante a noite, a propósito do jogo da seleção nacional contra a Croácia do Mundial de Futebol, durante a madrugada de sexta-feira.

“Evitar o consumo de bebidas alcoólicas e beber água é fundamental”, alerta.

O responsável sublinha ainda que a resposta à onda de calor deve envolver toda a comunidade. “Visitar ou ligar a um vizinho ou familiar em situação vulnerável” pode fazer a diferença, defende.

A Proteção Civil municipal vai manter a monitorização da situação e admite aplicar novas medidas, em articulação com a Direção-Geral da Saúde, se a evolução das temperaturas o justificar.

  • Fonte: Rádio Renascença
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