Venezuela à procura de "milagres". "Probabilidade de encontrar pessoas vivas diminuiu muito"
- 02/07/2026 01:10
- Redação
Esta funcionária das Nações Unidas foi destacada para o Gabinete de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) que está a apoiar o Governo venezuelano na coordenação das equipas de resgate, entre as quais está um grupo de 64 portugueses.
Pelo menos "855 edifícios" ruíram completamente, explica Stefania Trassari, sobretudo na zona de La Guaira, nos arredores da capital Caracas. No terreno, a equipa das Nações Unidas tem constatado o impacto “muito forte” dos terramotos.
Outra preocupação são os corpos dos mortos que continuam debaixo dos escombros e que, à medida que os dias passam, se tornam uma ameaça à saúde pública: “estamos a apoiar as autoridades venezuelanas no manejo desses corpos”, assegura Stefania.
Stefania garante que estão “a trabalhar num ritmo muito intenso, para poder apoiar as autoridades venezuelanas”, mas reconhece que existe um “desafio no acesso” às zonas afetadas.
"Estamos numa zona de acesso complicado. Há uma única estrada. De um lado está a montanha, do outro está o mar. Então, há que encontrar uma forma de chegar a essas pessoa afetadas, que precisam de ajuda humanitária", relata a funcionária humanitária.
O desimpedimento da estrada para poder "chegar o mais rápido possível" é vital, mas "o acesso é um desafio difícil", reconhece.
Para além de organizações humanitárias não-governamentais, diversas agências das Nações Unidas estão neste momento no terreno, nomeadamente, o Programa Alimentar Mundial, a Organização Mundial de Saúde, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados e a UNICEF.