Metro do Porto: Plano aponta para extensão futura das linhas Rubi, Rosa e Campo Alegre
- 02/07/2026 11:59
- Redação
O Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS) do Porto prevê a extensão das linhas de metro Rubi, Rosa e Campo Alegre após a sua vigência, aumento das ciclovias e um quarteirão de 30 km/h na Boavista, segundo vários "slides".
De acordo com vários "slides" a que a Lusa teve acesso, a apresentação feita a agentes do setor na quarta-feira do plano elaborado pela empresa OPT indica que, quanto à extensão da rede de metro no período de vigência do PMUS (10 anos), está prevista a expansão do metro com a linha do Campo Alegre e o "lançamento dos estudos para a próxima fase de expansão" da rede.
Nessa próxima fase, num período pós-PMUS, sugere-se o prolongamento da linha Rosa (atualmente em construção entre São Bento e Casa da Música) tornando-a circular até Campanhã, com ligação à linha Amarela no Polo Universitário, a uma futura extensão da linha do Campo Alegre na freguesia do Bonfim, bem como ligação entre São Bento e Campanhã via Campo 24 de Agosto.
Quanto ao prolongamento da Linha Rubi (Santo Ovídio - Casa da Música), prevê-se a sua continuidade até aos limites da cidade na Circunvalação, passando pelo Carvalhido e Prelada.
Já relativamente à linha do Campo Alegre, planeada no período do PMUS entre Galiza e Matosinhos Sul, no período pós-PMUS aponta-se para uma expansão para o centro e zona oriental, com passagem pela Trindade e chegada a Campanhã.
Na Asprela está previsto um "realinhamento da linha Amarela" entre o Polo Universitário e o IPO, juntamente com um "novo interface intermodal no Hospital de São João", uma zona que já recebe a linha Amarela e a linha ferroviária de Leixões e passará a receber a linha de São Mamede e Maia II, além dos autocarros.
Quanto a modos suaves ou ativos de mobilidade, e apesar de não terem sido mencionados pela Câmara do Porto num comunicado emitido na quarta-feira, na parte ciclável, segundo um dos "slides", prevê-se a beneficiação da rede existente e sua expansão, a ampliação da rede de estacionamento de bicicletas, a implementação de um sistema de bicicletas partilhadas, sinalética própria, contadores de bicicletas, arborização, comboios de bicicletas e campanhas de promoção da utilização dos modos ativos.
No campo da beneficiação e alargamento da rede, há eixos importantes da cidade cuja expansão fica relegada para o longo prazo, como é o caso da Avenida da Boavista, Avenida Gustavo Eiffel e o eixo Campo Alegre, Rua Diogo Botelho e futura Avenida Nun"Álvares, de acordo com um mapa apresentado.
A curto prazo, aponta-se para a beneficiação da ciclovia da Rua da Constituição, Avenida da França e polo da Asprela, bem como para a construção da ligação do centro à Asprela.
Quanto à mobilidade pedonal, estão elencadas medidas de consolidação da infraestrutura pedonal, reforço da acessibilidade em eixos prioritários, beneficiação das linhas de desejo pedonal no espaço público, instalação de meios mecânicos e minimização do efeito barreira dos grandes eixos viários e acidentes topográficos.
Prevê-se também a "aplicação de zonas 30", onde a circulação só é permitida até 30 km/h [30 quilómetros por hora], "segundo uma lógica de quarteirão, criando núcleos urbanos "estanques" em termos viários, com enfoque na acalmia de tráfego, filtros modais e alteração de sentidos, para desincentivar o tráfego de atravessamento. .
A primeira fase está prevista para a Boavista em cinco "macro zonas", com "potencial de replicação em toda a cidade".
Na quarta-feira, a Câmara do Porto destacou "a expansão da rede de Metro, através das futuras linhas de São Mamede, Gondomar II, Maia II e Campo Alegre; a concretização da Via de Cintura Externa e consequente utilização do canal da VCI como eixo de coesão territorial; a recuperação do Ramal da Alfândega; o reforço dos corredores BUS, com implementação de seis quilómetros previstos até ao final de 2026; a implementação de sistemas de prioridade semafórica para o transporte público e o alargamento do Protocolo Via Livre para melhorar a fiscalização do estacionamento indevido".
"A estratégia contempla, igualmente, a implementação faseada da Rede 30 em toda a cidade, a expansão das zonas de coexistência e das Zonas de Acesso Automóvel Condicionado (ZAAC) no Centro Histórico, a retoma da ligação fluvial entre o Porto e Vila Nova de Gaia, a reativação da linha do elétrico, bem como uma reorganização da política de estacionamento e da gestão da circulação, procurando responder de forma integrada aos desafios colocados pelo crescimento da cidade", apontou a autarquia.
O vereador com o pelouro da mobilidade, Hugo Beirão Rodrigues, salientou a importância de "criar as condições para que os cidadãos possam adotar novas formas de se deslocar e, dessa forma, construir uma nova cultura de mobilidade no Porto".