Incêndios. Lisboa encerra 13 espaços florestais devido ao risco de fogo
- 02/07/2026 13:59
- Redação
Vários espaços verdes da cidade de Lisboa, como o Parque Florestal de Monsanto, vão estar encerrados entre sexta-feira e segunda-feira, na sequência da declaração da situação de alerta devido ao risco de incêndio, informou esta quinta-feira a Câmara Municipal.
São 13 os espaços florestais que serão encerrados na capital, nomeadamente o Parque Florestal de Monsanto, a Tapada da Ajuda, a Tapada das Necessidades, o Parque da Bela Vista, a Quinta das Conchas e Lilases, o Parque do Vale Fundão, o Parque José Gomes Ferreira, o Parque Central de Chelas, a Encosta da Calçada de Carriche, o Parque do Vale do Silêncio, o Parque da Mata da Madre de Deus, o Parque dos Moinhos de Santana e o Parque Silva Porto, indicou a Câmara Municipal de Lisboa (CML), em comunicado.
O encerramento destes espaços decorrerá entre as 00h00 de sexta-feira e as 23h59 de segunda-feira, na sequência da declaração da situação de alerta emitida pelo Governo para todo o território continental, que determina a proibição de acesso e circulação em espaços florestais devido ao agravamento do risco de incêndio.
Neste âmbito, a CML salientou que todos os meios do município, designadamente a Polícia Municipal, o Regimento de Sapadores Bombeiros e os corpos de bombeiros voluntários da cidade, "estão reforçados e em prontidão para atuar na prevenção, em operações de vigilância, fiscalização e patrulhamento, bem como para responder a eventuais ocorrências".
Perante o aviso vermelho do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) para temperaturas elevadas, incluindo durante o período noturno, três estações do Metropolitano de Lisboa, Rossio, Oriente e Santa Apolónia, estão abertas durante toda a madrugada para acolher a população em situação de sem-abrigo.
Esta medida junta-se, de acordo com a CML, ao reforço da vigilância e acompanhamento da população mais vulnerável, através da resposta coordenada pelo Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo (NPISA), bem como do projeto Radar Lisboa, dirigido ao apoio a idosos.
Além disso, a CML preparou o Pavilhão Casal Vistoso, no Areeiro, e o Pavilhão Manuel Castelo Branco, em São Vicente, que poderão vir a funcionar como abrigos temporários para a população mais vulnerável face à onda de calor, "em caso de extrema necessidade".
A operacionalização destes dois pavilhões está a ser feita em estreita articulação com as entidades responsáveis, designadamente com a Direção-Geral da Saúde.
A este propósito, o município de Lisboa apelou à população para que adote medidas preventivas face às temperaturas elevadas.
Relativamente aos refúgios climáticos na capital, a CML realçou a disponibilização de jardins, parques, espaços verdes e equipamentos culturais, "onde é possível encontrar ambientes mais frescos e confortáveis", apontando como exemplos o Parque Florestal de Monsanto, que estará encerrado devido ao risco de incêndio, bem como a Biblioteca do Palácio Galveias, o MUDE, Museu do Design, e o Cinema São Jorge.
O Governo declarou esta quinta-feira a situação de alerta, que vai vigorar entre as 00h00 de sexta-feira e as 23h59 de segunda-feira, devido à previsão de temperaturas elevadas e ao "significativo agravamento do risco de incêndios rurais".
Numa nota divulgada na terça-feira, o IPMA alertou que se prevê um "longo período com tempo quente e seco", com a temperatura máxima a atingir valores entre 35 e 41 graus Celsius na generalidade do território e entre 41 e 44 graus no vale do Tejo e no Alentejo.
"A temperatura mínima irá registar valores superiores a 20 graus Celsius igualmente em grande parte do continente, havendo regiões onde as temperaturas poderão não baixar dos 24 aos 28 graus durante várias noites, entre as quais a Grande Lisboa", acrescentou.
Quanto à duração deste período de tempo quente e seco, o IPMA adiantou que "está previsto ser de, pelo menos, uma semana".