Portugal em situação de alerta. Que atividades estão proibidas?

Portugal em situação de alerta. Que atividades estão proibidas?

  • 02/07/2026 15:26
  • Redação

A situação de alerta vai vigorar desde as 00h00 de sexta-feira até ao final de segunda-feira, segundo o Ministério da Administração Interna, e implica várias restrições para tentar prevenir a ignição de fogos florestais.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) elevou também na quarta-feira o estado de prontidão especial para o nível III (intermédio/alto), tendo em conta o previsível "agravamento muito significativo” do perigo de incêndios rurais nos próximos dias.

O dispositivo de combate a incêndios rurais foi quarta-feira reforçado para entrar na sua capacidade máxima, numa altura em que a área ardida e o número de fogos duplicaram em relação ao mesmo período de 2025.

- Os trabalhos associados à alimentação de animais e cultivo dos campos, desde que decorram em zonas de regadio ou sem florestas, sejam essenciais e inadiáveis, e não haja o risco de ignição;

- A extração de cortiça por métodos manuais e a extração (cresta) de mel, sem material incandescente;

- Os trabalhos de construção civil inadiáveis, com mitigação do risco de incêndio;

- É também permitida realização, entre o pôr-do-sol e as 11h00, de "trabalhos de colheita de culturas agrícolas com a utilização de máquinas, nomeadamente ceifeiras debulhadoras";

- No mesmo período são permitidas "operações de exploração florestal de corte, rechega e transporte", "desde que sejam adotadas medidas de mitigação de risco de incêndio rural e comunicada a sua realização ao Serviço Municipal de Proteção Civil territorialmente competente".

As Forças Armadas reforçaram o dispositivo de vigilância e combate aos incêndios, contando agora com 50 patrulhas terrestres espalhadas pelo país e com mais meios aéreos para missões de vigilância.

Em comunicado divulgado esta quinta-feira pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), adianta que o dispositivo militar foi reforçado na quarta-feira, contando agora com 50 patrulhas de vigilância terrestre, com elementos do Exército e da Marinha, dispersos por vários municípios do país.

Foi também reforçada a vigilância com meios aéreos, “apoiados por sistemas aéreos não tripulados operados pela Marinha e pela Força Aérea”.

“Para as operações de rescaldo e pós-rescaldo, as Forças Armadas mantêm ainda um pelotão em estado de pré-posicionamento e destacamentos de engenharia, preparados para apoiar as autoridades sempre que solicitado”, adianta ainda o comunicado.

O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para este ano conta com “dois helicópteros AW119 Koala para missões de reconhecimento, vigilância e coordenação aérea” e “dois helicópteros UH-60 Black Hawk, destinados ao combate direto às chamas e à projeção de operacionais no terreno”.

O EMGFA refere ainda que desde abril as Forças Armadas têm estado também envolvidas em trabalho de prevenção, com destacamentos em 10 municípios na zona mais afetada pelas tempestades de inverno, tendo desobstruído 850 quilómetros de caminhos florestais.

  • Fonte: Rádio Renascença
Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para nossa equipe pelo E-mail contato@portugalemfoco.pt.

Compartilhar: