Quase 2.600 mortos na Venezuela. "Agimos imediatamente", diz Presidente
- 02/07/2026 22:45
- Redação
O número de mortos dos sismos na Venezuela aumentou para 2.595. O balanço foi atualizado esta sexta-feira de madrugada (hora de Lisboa) pela Presidente interina. Delcy Rodriguez rejeitou críticas de inação do Governo de Caracas.
Um total de 12.400 feridos foram assistidos ou estão internados nos hospitais do país, indica a mesma fonte.
Os novos dados são conhecidos no dia em que a equipa portuguesa na Venezuela ajudou a salvar um homem que estava há oito dias debaixo dos escombros, em Catia la Mar, no estado de La Guaira.
A presidente interina da Venezuela rejeitou as acusações de que o Governo demorou demasiado tempo a responder à destruição provocada pelos dois sismos que devastaram a costa norte do país, após vários dias de críticas generalizadas à atuação das autoridades.
"Foi uma tragédia natural de uma dimensão que nunca imaginámos, embora soubéssemos que um evento sísmico poderia ocorrer no nosso país", afirmou Rodríguez na sua primeira conferência de imprensa desde que assumiu a presidência interina, em janeiro, na sequência da detenção de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.
A governante disse que o executivo decretou o estado de emergência e ativou os mecanismos de proteção civil e os protocolos de resposta poucas horas após os sismos, registados a 24 de junho, com magnitudes de 7,2 e 7,5 na escala de Richter, separados por menos de um minuto.
Delcy Rodríguez afirmou ainda que quase todos os responsáveis regionais do estado de La Guaira, a região costeira mais afetada, morreram em edifícios que ruíram durante o sismo.
A Presidente interina atualizou o balanço para 2.595 mortos e garantiu que as operações de busca e salvamento continuam no terreno.
"Ainda podemos encontrar pessoas com vida", afirmou perante uma sala repleta de dezenas de jornalistas internacionais.
Rodríguez não revelou o número de pessoas que continuam desaparecidas. No entanto, uma lista online não oficial, amplamente utilizada para localizar desaparecidos, indicava ao final da tarde de quinta-feira cerca de 38.500 pessoas por localizar, abaixo do pico de quase 60.000 registado nos dias imediatamente após os sismos.