Príncipe Harry quer levar os filhos ao Reino Unido na próxima semana
- 03/07/2026 02:04
- Redação
O Príncipe Harry deverá regressar à Grã-Bretanha na próxima semana, na esperança de trazer os seus filhos pequenos para uma rara visita, mostrando-lhes o país onde cresceu, mas onde as preocupações com a privacidade e as disputas familiares que o afastaram ainda persistem.
Harry, o filho mais novo do Rei Carlos III, chegará com a sua mulher Meghan na terça-feira, que, por coincidência, é o mesmo dia em que saberá se ganhou um processo judicial extremamente dispendioso contra o editor do Daily Mail por alegações de conduta ilegal generalizada.
Uma disputa com o governo sobre as medidas de segurança para ele e para a sua família também afetou os seus planos, juntamente com especulações sobre se os seus filhos conhecerão o avô, enquanto a família procura reconciliar-se após anos de separação.
Harry vive nos Estados Unidos da América desde 2020, com a sua mulher norte-americana, Meghan Markle. Os seus filhos, Archie, de 7 anos, e Lilibet, de 5, visitaram o Reino Unido pela última vez há quatro anos, e Harry já falou no passado sobre o desejo de os trazer para o país que ama.
Mas o príncipe, também conhecido como duque de Sussex, afirmou que o nível de proteção policial oferecido pela coroa britânica o impediu de trazer os seus filhos no passado, e ainda há dúvidas se eles virão desta vez.
"O Duque continua a explorar todas as opções disponíveis para que a visita decorra em segurança e para que os seus filhos tenham a oportunidade de desfrutar do Reino Unido", disse o seu porta-voz no início desta semana.
Durante as visitas de Harry no ano passado, um conhecido perseguidor ter-se-á aproximado dele em duas ocasiões.
O principal objetivo da viagem de Harry é promover os Jogos Invictus, o seu evento desportivo para veteranos militares feridos, que se realiza em Birmingham, no centro de Inglaterra, no próximo ano. Deverá também participar numa série de compromissos de beneficiência.
É provável que seja questionado pelos meios de comunicação social sobre a sua reação assim que a sentença for divulgada no caso judicial de grande impacto movido por Harry, juntamente com Elton John e outros. Em causa estão milhões de libras em custos e danos de reputação para qualquer uma das partes que perca.
Harry, de 41 anos, e Meghan deixaram de ser membros ativos da família real quando se mudaram para os Estados Unidos, alegando o desejo de serem financeiramente independentes e de escaparem ao que caracterizaram como intromissão dos media nas suas vidas privadas.
Ao longo dos seis anos seguintes, a intensidade da mágoa entre Harry e o pai e o irmão foi evidente, sendo revelada em entrevistas dadas por Harry e na sua autobiografia.
O rei mal viu os seus dois netos desde o nascimento, mas Harry afirmou em maio do ano passado que desejava o fim das quezílias.
Meses depois, encontrou-se com o Rei Carlos, de 77 anos, pela primeira vez em quase dois anos, mas não se sabe quais são os planos da família para visitar Carlos, que está a receber tratamento oncológico, nesta visita.
Durante a estadia na Grã-Bretanha, espera-se que a família fique alojado em palácios reais, onde haverá segurança reforçada, bem como em casas particulares.
O governo decidiu retirar a proteção policial automática a Harry na Grã-Bretanha quando este se afastou das funções reais em 2020, uma decisão que contestou judicialmente, mas perdeu no recurso no ano passado.
Questionado sobre a proteção policial que Harry e a sua família teriam nesta viagem, um porta-voz do governo disse que é política do organismo não fornecer informações sobre medidas de segurança a figuras públicas de alto perfil por motivos de segurança.
"O sistema de segurança do Governo do Reino Unido é rigoroso e proporcional", afirmou o porta-voz.