Início da 2ª fase adiado. Ministério da Educação altera calendário dos exames nacionais

Início da 2ª fase adiado. Ministério da Educação altera calendário dos exames nacionais

  • 03/07/2026 04:00
  • Redação

As horas exatas dos exames nacionais da 2.ª fase ainda não são conhecidos, esperando-se que o EduQA as anuncie nas próximas horas, esclarece a tutela.

Com esta alteração — que já tinha sido considerada necessário pelos professores —, o tempo para classificar os exames estende-se por mais quatro dias, enquanto que a afixação das pautas acontecerá três dias mais tarde do que o inicialmente previsto, anunciou esta sexta-feira, em comunicado, o gabinete do ministro Fernando Alexandre.

Os professores terão, assim, até 14 de julho, em vez de 10 de julho, para corrigir as provas.

Já a afixação das pautas fica prevista para 17 de julho, ao invés da data inicial de 14 de julho.

Com estas mudanças, a segunda fase dos exames nacionais do Ensino Secundário, só terá início a 20 de julho à tarde, ao contrário da data inicialmente apontada de 16 de julho. Os exames terminam, assim, a 24 de julho, em vez de a 22 de julho.

"O EduQA publicará durante o dia de hoje [sexta-feira] o novo calendário da segunda fase dos exames. Mantém-se o calendário do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior 2026, cujas candidaturas têm início a 20 de julho", lê-se no comunicado da tutela, onde o ministério lamenta "eventuais transtornos" que as alterações possam provocar na vida dos alunos, das famílias, dos professores classificadores e das escolas.

Apesar de ter recuado e mexido nas datas, o Ministério da Educação insiste que era possível cumprir os prazos iniciais. Assim, "embora seja tecnicamente ainda possível assegurar o cumprimento dos prazos", as datas foram alteradas.

A tutela confirma que "as dificuldades informáticas no processo de classificação eletrónica" dos exames "pressionaram o cumprimento do calendário inicialmente previsto".

Tal atraso "gerou uma indesejável imprevisibilidade num processo inovador e complexo", diz o ministério e, por isso, depois de "ponderadas as condições de trabalho dos professores classificadores" decidiu mexer no calendário.

"Não estando ainda concluída a distribuição dos itens para classificação, o cumprimento dos prazos inicialmente definidos implicaria uma redução do tempo previsto para cada professor classificar os itens das provas", admite.

Desde o atraso na atribuição das credenciais necessárias para aceder às provas, a erros na convocatória de professores ou falhas na digitalização das folhas de resposta, o cenário tem sido descrito como de "caos generalizado".

Os exames nacionais continuam a realizar-se em papel, mas, pela primeira vez, as provas serão corrigidas em formato digital.

  • Fonte: Rádio Renascença
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