133 detidos pela GNR pelo crime de incêndio florestal, número é quase o dobro do ano passado
- 03/07/2026 08:36
- Redação
Este ano, a Guarda Nacional Republicana já deteve mais pessoas pelo crime de incêndio florestal do que em todo o ano passado e os dados apontam para quase o dobro de suspeitos intercetados pelos militares desta força.
Só no passado mês de junho, comparativamente com o ano de 2025, havia mais 99 pessoas detidas.
“A maioria das pessoas que foram detidas foram-no em situações de negligência, ou seja, por má utilização do fogo que depois se descontrolou e provocou um incêndio florestal”, explica Carlos Canatário.
Um registo semelhante à tendência do último ano que registou 68 pessoas intercetadas e detidas e onde 15 tinham alegadamente agido com dolo.
“Temos 780 pessoas que foram identificadas e constituídas, arguidas precisamente por não cumprirem as regras que estão estabelecidas”, disse ainda o tenente coronel Carlos Canatário.
Questionado sobre se há um aumento de detidos em flagrante delito, afirma que sim, "apesar de todos os alertas que têm sido feito relativamente às regras que estão impostas e que as pessoas devem cumprir”.
A declaração de situação de alerta (que vigora até segunda-feira) obriga a um aumento da prontidão das Forças de Segurança, entre elas a Guarda Nacional Republicana.
“Além do dispositivo habitual territorial para resposta a ocorrências, a GNR tem em permanência um aumento de 280 patrulhas terrestres, por parte do dispositivo das Unidades Territoriais e da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro. E tem também um conjunto de patrulhas das Unidades Especializadas da Guarda, com o foco permanente na prevenção e na missão de tentar evitar os incêndios florestais, ajudar populações, cortes de estradas, etc..”
A GNR tem no terreno ainda o policiamento fixo com recurso a um conjunto de 230 postos de vigia e de 147 torres de videovigilância florestal, “acompanhado de uma série de drones que utilizamos para vigilância e que são uma boa ajuda para o trabalho da GNR”.
O porta-voz da GNR explica que é proibido efetuar qualquer queima e queimada, ainda que sejam aquelas que já tinham autorização prévia.
É proibido circular em espaços sem caminhos florestais e é proibida a utilização de qualquer maquinaria na limpeza de terrenos, só sendo permitidos os trabalhos de agricultura e de apoio aos animais.
“Lanço um apelo forte às pessoas que não façam fogo, não utilizem maquinaria, cumpram as regras nestes quatro dias porque o perigo de incêndio florestal está muito elevado e máximo em alguns conselhos”, conclui Carlos Canatário.