Ajuste no calendário “não é suficiente” e segunda fase deveria ser em setembro
- 03/07/2026 09:42
- Redação
O ajuste no calendário de exames nacionais decidida pelo Ministério da Educação não é suficiente e a segunda fase devia ser em setembro.
A segunda fase dos exames nacionais foi adiada e vai agora começar a 20 de julho, devido aos problemas verificados no processo de classificação das provas feitas durante a primeira fase.
Cristina Mota, do movimento MEP, considera que o ajuste feito “não é de forma alguma suficiente”. Já a Fenprof diz não ter, neste momento, capacidade para fazer avaliar se o adiamento é suficiente.
A dirigente do MEP fez as contas e diz que o alargamento decidido “dá mais três dias para a afixação dos resultados". Ou seja, "no que diz respeito à classificação, foi anunciado quatro dias. No entanto, como temos um fim de semana pelo meio, temos efetivamente mais dois dias para a classificação”.
“Tendo em conta que o prazo foi prolongado, mas que os problemas se mantêm sem solução, entendemos que certamente não será suficiente para dar resposta aos problemas que já existiam, mais aqueles que, entretanto, se juntaram”, argumenta.
Cristina Mota reafirma que, para a MEP, o ideal seria desde já regressar ao formato de classificação em papel. Uma ideia com a qual a Fenprof não concorda, já que os alunos da primeira e da segunda fase não teriam as mesmas condições de avaliação.
“Adotarmos desde já o papel para a segunda fase era uma maneira de garantirmos que nessa altura isso daria tranquilidade, até porque, trata-se do início do ano letivo e não podemos, de forma alguma, ter os constrangimentos que estamos a ter agora com o início de aulas que os alunos irão ter nessa altura”, argumenta.
A MEP vai mais longe. A segunda fase devia ter “lugar em setembro, procedimento que já aconteceu no passado, em 2020, na altura da pandemia”.
Cristina Mota lembra que esse foi “um ano atípico que careceu de medidas atípicas”.
“Pois bem, é o que se passa com este período de classificação da avaliação externa e que carece de medidas atípicas”, remata.