Incêndio de Vouzela já é o maior de 2026 e consumiu mais de 12 mil hectares
- 03/07/2026 15:01
- Redação
O incêndio que começou na madrugada de quinta-feira em Vouzela, no distrito de Viseu, já consumiu mais de 12 mil hectares de floresta e mato, tornando-se o maior fogo em Portugal em 2026, e não há sinais de abrandar.
Até esta quinta-feira, nenhum incêndio em Portugal no ano de 2026 tinha ultrapassado os mil hectares. O fogo de Vouzela, com mais de 12 mil hectares, é já o maior do ano e só fica atrás de três incêndios do ano passado — os que começaram em Arganil, Trancoso e Sátão.
Os dados, que têm por base informação recolhida pelos sensores VIIRS e Modis, apontam para um perímetro que ultrapassa os 50 quilómetros. Segundo o EFFIS, cerca de 44% do território queimado é floresta e 37% é mato, enquanto cerca de 13% são terrenos agrícolas.
Às 19h30 desta sexta-feira, o dispositivo que combatia o incêndio era de 1.128 operacionais, apoiados por 367 meios terrestres e oito meios aéreos.
Em declarações esta sexta-feira, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou que existem indícios de origem criminosa na ignição do incêndio de Vouzela.
O governante disse que a estratégia passa por assegurar um ataque inicial rápido aos incêndios que deflagram, permitindo concentrar meios no fogo de Vouzela, que classificou como a principal preocupação das autoridades.
Questionado sobre a possibilidade de o incêndio ter tido origem criminosa, o ministro respondeu que "tudo indicia" essa hipótese.
"Não é de noite que há condições para o surgimento de ignições e logo duas ignições por volta das 02h00, 03h00 da manhã", afirmou, concluindo que "tudo indicia que houve, de facto, um comportamento de mão humana, um comportamento criminoso".