Diretores escolares desiludidos com processo de classificação de exames
- 03/07/2026 15:49
- Redação
Também a segunda fase dos exames, que deveria começar a 16 de julho, arranca apenas na tarde de 20 de julho e termina a 24 de julho, em vez de 22 de julho.
Carlos Louro admite “que pode ter sido uma falha que ocorreu no processo de comunicação”, acrescentando que não recebeu qualquer informação adicional.
Para o presidente da ANDE e diretor do Agrupamento de Escolas de Celeirós, “se houve necessidade de alterar o calendário é porque certamente estas situações foram mais além, permita-me assim, do que aquilo que se estava a antecipar”.
Este responsável lamenta que “um processo de realização dos exames, que sempre foi da absoluta confiança da sociedade, no Ministério da Educação, este ano estar a acontecer isto”.
Carlos Louro defende que é preciso “perceber primeiro o que aconteceu de mal, perceber de seguida porque é que aconteceu e depois avaliar e corrigir, de modo que nunca mais se repitam estas situações”.
O presidente da ANDE diz que os diretores têm agora de rever todo o serviço e “todas as questões que daí vão decorrer”.
Lembra que “estão nas escolas a preparar o próximo ano letivo, a olhar para o apoio que temos de dar aos alunos na candidatura ao ensino superior e agora tudo isto vai ter de ser revisto”.
O dirigente da ANDE admite que “existem muitas conversas” entre os diretores: “são conversas, algumas vezes, de desilusão, são conversas, outras vezes, de revolta, até, são conversas, quase sempre, de procura de soluções, são conversas em que a preocupação leva a que se pense que somos sempre professores, somos sempre escola e temos um serviço a prestar e é isso que nos motiva para ainda estarmos aqui à procura destas soluções para que isto possa ser levado a bom porto e para que os alunos não saiam prejudicados”.
O ministro da Educação justificou as alterações ao calendário de exames com as falhas no processo informático que levou a que alguns docentes não tivessem ainda recebido os exames para avaliar.
Em declarações esta sexta-feira, em Guimarães, Fernando Alexandre disse que ocorreram “vários constrangimentos informáticos que estão a ser superados”, garantindo que “ de acordo com a avaliação técnica que foi feita ontem à noite, há condições para concluir até dentro do prazo que estava previsto” inicialmente.
O ministro revelou ainda que há "duas ou três provas" por distribuir pelos professores classificadores, acrescentando que as restantes “estão praticamente distribuídas na totalidade”.
Para a 1.ª fase dos exames nacionais inscreveram-se cerca de 166 mil alunos, tendo sido realizadas mais de 300 mil provas do 11.º e 12.º anos, que foram feitas em papel, mas que são todas digitalizadas para serem corrigidas.