Papa lembra aos EUA que “acolher e proteger os imigrantes moldou o carácter deste país”

Papa lembra aos EUA que “acolher e proteger os imigrantes moldou o carácter deste país”

  • 04/07/2026 07:50
  • Redação

Leão XIV enviou uma carta à Fundação dos Estados Unidos da América, por ocasião dos 250 anos da assinatura da Declaração de Independência daquele país.

“Este aniversário marca o momento decisivo na história dos Estados Unidos da América, a 4 de julho de 1776, que deu voz duradoura aos ideais de liberdade, igualdade, busca da felicidade, justiça e autogoverno democrático”, lembrou Prevost. “Durante dois séculos e meio, gerações de americanos trabalharam em conjunto para levar avante estes princípios, através do sacrifício, do serviço, da inovação e da participação cívica”, pelo que este aniversário é também um convite “para refletir sobre as responsabilidades que os filhos e filhas deste país têm uns para com os outros e para com as gerações que vão herdar a nação que está a ser moldada hoje”.

O Papa americano exortou à defesa da vida humana, concedida por Deus, cuja plena compreensão “conduz ao reconhecimento da importância de salvaguardar a vida humana desde a conceção até à morte natural e de construir uma sociedade em que os vulneráveis, os que sofrem e os esquecidos sejam sempre acolhidos com compaixão, solidariedade e amor”.

Defender a vida humana “inclui também acolher, proteger e ajudar os imigrantes, cujas esperanças, sacrifícios e contributos moldaram parte da história deste país desde o seu início”, e lembrou que, em cada geração, “aqueles que chegaram em busca de liberdade, oportunidades e um lugar a que pertencer ajudaram a moldar o carácter da nação”.

Por isso, “recebê-los com compaixão e generosidade não é apenas um ato de caridade, mas também o reconhecimento da dignidade inerente a cada ser humano”.

Entre os princípios mais prezados está também a liberdade religiosa, o direito de cada pessoa praticar a sua fé de acordo com a sua consciência e de o fazer abertamente, sem coação ou medo. “Ao assinalar este aniversário, é importante reconhecer que a liberdade religiosa tem sido, há muito tempo, fundamental para a promessa americana, protegendo tanto a dignidade individual como a coexistência pacífica de diversos povos”.

Leão XIV fez votos para que este marco, que hoje se assinala, possa renovar o compromisso partilhado com a promessa de liberdade, justiça, oportunidades e democracia e para que os americanos “honrem a coragem e a visão daqueles que os antecederam, fortalecendo as suas comunidades, respeitando as suas diferenças e trabalhando em conjunto para uma união mais perfeita. Que o espírito de 1776 continue a inspirar esperança e união, à medida que os Estados Unidos da América avançam para o futuro”, concluiu o pontífice.

  • Fonte: Rádio Renascença
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