Incêndios. Calor deve manter estado de alerta para a próxima semana
- 04/07/2026 15:14
- Redação
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, disse este sábado que o estado de alerta em Portugal deverá ser mantido na próxima semana, já os próximos dias vão continuar a ser de muito calor.
O ministro adiantou que foi pedida a ativação do mecanismo europeu e que falou também com Marrocos para ajudar.
"Falei há uma hora com o meu homólogo de Marrocos e estou à espera de uma resposta em breve", disse.
O primeiro-ministro, no mesmo briefing da Proteção Civil, apelou para que os cidadãos respeitem e colaborem com as autoridades face ao risco elevado de incêndio no país, afirmando que será mantida uma "vigilância máxima" para tentar evitar fogos como o de Vouzela.
"A população deve não só respeitar, como até de alguma maneira colaborar com todas as autoridades para poderem também ajudar-se uns aos outros e poderem também sensibilizar aqueles que, porventura, possam ter a tentação de não cumprir essas recomendações para que possam amadurecer bem essa decisão", apelou Luís Montenegro.
O chefe do executivo interveio hoje em direto, através de videochamada, na conferência de imprensa da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Lisboa, que fez um ponto de situação dos incêndios rurais e da situação meteorológica do país, que enfrenta uma vaga de calor.
Montenegro agradeceu aos vários profissionais envolvidos nas operações de prevenção e combate aos incêndios e sublinhou a importância de seguir as recomendações das autoridades.
"Vamos manter naturalmente a vigilância máxima, tentar prevenir ao máximo, tentar evitar e tentar também que, nos casos em que isso é possível, a primeira intervenção possa ser a mais eficaz e evitar que os incêndios possam ganhar a dimensão como este em Vouzela [distrito de Viseu], que é efetivamente a nossa principal preocupação", acrescentou.
Em relação ao fogo de Vouzela, e no mesmo ponto da situação dos fogos, Mário Silvestre, Comandante Nacional da Proteção Civil, diz que a operação no terreno em Vouzela está a ter sucesso, mas não "impede que não haja retrocesso".
Silvestre diz que é esperado que os ventos naquela zona do país devem aumentar as 20h00.
O mesmo responsável disse que "uma possível situação de instabilidade no interior nas próximas tardes com possibilidade de ocorrência de trovada seca".
"Da análise que temos, isto relativamente à tal instabilidade, verificamos que o território afetado pela instabilidade no dia 5 e, sobretudo no dia 6, é muito significativo e, portanto, isto indicia que poderemos ter trovadas, sobretudo trovadas secas", analisou.
Os anunciados aviões italianos, dois canadair, vão chegar hoje a Beja, mas só amanhã estarão a operar em Vouzela. Isto ao mesmo tempo que pediu a todos "que não usem drones para o combate aos incêndios". Isso, diz Mário Silvestre, impede a ação dos meios aéreos no ataque às chamas.
No fogo que já lavra há três dias, em Vouzela e mais três concelhos, já arderam 13 mil hectares de floresta.