Combate às chamas em Vouzela evolui favoravelmente

Combate às chamas em Vouzela evolui favoravelmente

  • 05/07/2026 03:20
  • Redação

O incêndio de Vouzela registou uma evolução favorável durante a noite, embora o combate às chamas possa prolongar-se por mais 24 a 48 horas.

No terreno mantêm-se mais de 1.200 operacionais, apoiados por mais de 400 veículos, estando também concentrados na zona os meios de apoio enviados pela Europa. As chamas já destruíram 13 mil hectares.

Segundo o comandante operacional, Simão Velês, a noite permitiu prosseguir os trabalhos de consolidação em praticamente todo o perímetro do incêndio, mantendo-se, no entanto, dois locais que continuam a exigir maior atenção. Durante a manhã deverão começar a operar os meios aéreos previstos para apoiar as operações.

"A noite foi um período tranquilo, continuaram a ocorrer ações de consolidação em todo o perímetro e, em especial, em dois locais em específico. Temos agora ações já previstas para o dia de amanhã, com suporte também de meios aéreos. Dentre aquilo que é a nossa estimativa é que gostaríamos nas próximas, entre as 24 e as 48 horas, conseguir dar este incêndio como dominado", disse o comandante operacional Simão Velês.

Além do incêndio em Vouzela, as autoridades acompanham também um outro fogo em Santo Tirso, onde mais de uma centena de operacionais combatem as chamas.

Na última noite, o ministro da Administração Interna admitiu que a situação de alerta poderá ser prolongada.

Entretanto, sete distritos encontram-se esta terça-feira sob aviso vermelho devido ao calor. Ainda assim, verifica-se um ligeiro alívio das temperaturas em grande parte do território.

"Continuamos com o tempo quente. No entanto, espera-se uma pequena descida da temperatura no litoral norte e centro. Essa descida faz com que alguns distritos tenham perdido, por assim dizer, o aviso vermelho. Portanto, o aviso vermelho continuará na região sul, até aqui à zona de Lisboa, Castelo Branco, Santarém. Todo o resto do território continuará com o aviso de laranja", disse a meteorologista Alexandra Fonseca, do Instituto do Mar e da Atmosfera.

  • Fonte: Rádio Renascença
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