Inglaterra regressa ao Azteca 40 anos depois da "mão de Deus" de Maradona
- 05/07/2026 06:20
- Redação
Quarenta anos depois da "mão de Deus", a seleção de Inglaterra vai voltar ao Estádio Azteca. A vitória nos 16 avos de final sobre a República Democrática do Congo, por 2-1, ditou um regresso a um palco conhecido, desta vez para defrontar o México.
A última visita à Cidade do México não é de boa memória para os ingleses, que se viram subjugados (2-1), nos quartos de final do Mundial 1986, pela genialidade e matreirice de Diego Armando Maradona.
Aos 51 minutos, após um corte defeituoso da defensiva inglesa, Maradona, no auge do seu 1,67m, saltou mais alto que Peter Shilton e contou com uma "intervenção divina" para "cabecear" a bola para o fundo das redes.
O toque com a mão esquerda do camisola 10 não foi visto pela equipa de arbitragem, que mandou recomeçar o jogo do grande círculo, para desespero dos ingleses.
O nome associado ao lance vem as próprias palavras de Diego, que, no final do jogo, disse que o golo tinha sido marcado "um bocadinho com a cabeça de Maradona e um bocadinho com a mão de Deus".
Já em 2019, num documentário, "El Pibe" viria a reconhecer a ilegalidade do golo. No entanto, considerou-o "vingança simbólica" pela derrota da Argentina às mãos de Inglaterra na Guerra das Malvinas, em 1982.
Pegou na bola ainda antes do meio-campo e driblou cinco jogadores, guarda-redes incluído, antes de introduzir a bola na baliza, para marcar aquele que viria a ser considerado "O Golo do Século".
Em cinco minutos, Maradona resolveu a partida e colocou um ponto final na campanha dos ingleses no Mundial 86.
São estas as recordações mais recentes da seleção inglesa no Estádio Azteca, que certamente pretende deixar a capital mexicana com melhores memórias. Thomas Tuchel já disse que o "karma" está do lado dos ingleses e que o estádio mexicano lhes está "a dever uma" depois da "mão de Deus".
Pela frente, este domingo, Inglaterra terá uma tarefa difícil. O México, equipa da casa, venceu os seus quatros jogos na competição e ainda não sofreu golos.
Os mexicanos quererão dar uma última alegria aos seus adeptos no último jogo em casa neste Mundial. Caberá a Harry Kane, Jude Bellingham e companhia contrariar a vontade mexicana e tentar fazer do Estádio Azteca um palco de boas recordações.