Mundo reage ao caso Balogun. "Os cartões vermelhos não são anulados por telefonemas políticos. São anulados por regras"

Mundo reage ao caso Balogun. "Os cartões vermelhos não são anulados por telefonemas políticos. São anulados por regras"

  • 06/07/2026 07:43
  • Redação

O caso Balogun está a indignar uma parte do Mundo e a levantar questões sobre ética e interferências políticas no Campeonato que se joga nos EUA.

Balogun viu um cartão vermelho na segunda parte por ter dado uma entrada com a bota no tornozelo do bósnio Tarik Muharemovic.

A Reuters noticiou que existiu um telefonema pessoal de Donald Trump ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, para pedir a despenalização do avançado norte-americano.

"A FIFA baseia a sua decisão no artigo 27.º do Código Disciplinar da FIFA. Esta disposição estabelece que a Comissão Disciplinar da FIFA pode decidir suspender a aplicação de uma sanção disciplinar anteriormente imposta.

No entanto, o artigo 66.º, n.º 4, do mesmo Código Disciplinar da FIFA estipula claramente que um cartão vermelho (expulsão) implica automaticamente uma suspensão para o próximo jogo da equipa, tal como tem sido o caso em todos os cartões vermelhos anteriores atribuídos durante este Campeonato do Mundo da FIFA."

"A FIFA deve agora emitir uma declaração imediata relativamente às notícias de que a decisão de anular o cartão vermelho mostrado ao jogador norte-americano Folarin Balogun foi precedida por uma chamada telefónica entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da FIFA, Gianni Infantino.

A impressão de que houve uma interferência política ativa no desporto deve ser dissipada de forma rápida e conclusiva. Estão em jogo a integridade da competição e a credibilidade da FIFA."

"Não sabia que, no Campeonato do Mundo da FIFA, o dia 5 de julho passará a ser 1 de abril, que é o Dia das Mentiras. Não estamos a defender a seleção nacional nem a federação, estamos a defender o futebol."

"Os cartões vermelhos não são anulados por telefonemas políticos. São anulados por regras, provas e organismos independentes. Se um presidente dos EUA intervir junto do presidente da FIFA — e um jogador for subitamente absolvido antes de um jogo das eliminatórias do Mundial —, a pergunta é inevitável: Quo vadis, FIFA? O futebol nunca deve tornar-se um campo de batalha para o poder político."

"Em primeiro lugar, para ser muito claro, não era cartão vermelho. Mas o VAR interveio e, obviamente, as três pessoas do VAR e o árbitro que analisaram a jogada chegaram à conclusão de que era um cartão vermelho. Portanto, a decisão está tomada.

Quem anula esta decisão, então, e quando? E com que fundamentos? E... Até onde é que isto vai agora? Por isso, para mim, é simplesmente estranho. Só queremos que haja coerência nas decisões."

  • Fonte: Rádio Renascença
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