Nuno Melo avisa que "já se antecipa por aí" outra crise política e critica PS e Chega

Nuno Melo avisa que "já se antecipa por aí" outra crise política e critica PS e Chega

  • 06/07/2026 11:50
  • Redação

Com Luís Montenegro em Dallas, para assistir ao jogo do Mundial de Futebol entre Portugal e Espanha, desta segunda-feira, coube a ao líder do CDS, Nuno Melo, ser o protagonista na sessão de abertura das jornadas parlamentares da AD, onde deixou um alerta para uma nova crise política.

“Mas o facto é que já se antecipa por aí outra crise política, eu sinceramente espero que não e acho que achamos todos que Portugal não merece nem precisa de outra crise política e, na verdade, só alguém muito irresponsável pode desejar uma outra crise política”, referiu o ministro da Defesa.

Nuno Melo garantiu que o Governo tem procurado, ao longo destes dois anos, a estabilidade política dialogando com todos no Parlamento para conseguir governar, mas a oposição está mais interessada em ir de novo a eleições e apontou o dedo ao PS e ao Chega.

“Nós sabemos que não governamos com maioria absoluta e realmente eu acho que não governamos com arrogância, falamos e procuramos entendimentos e ninguém nos pode acusar do contrário, mas também sabemos que os socialismos e os populismos se podem aliar outra vez para que venha aí outra crise política” avisou Nuno Melo concluindo que o PS e o Chega vão arrepender-se dessa crise porque o ano passado a votação na AD saiu reforçada.

“Se as oposições não quiserem respeitar a vontade dos eleitores outra vez, se não nos quiserem deixar governar, pode-se bem que tenham uma outra grande desilusão, porque nós, enfim, acreditamos que os portugueses sabem quem cumpriu e quem traiu o mandato que lhes foi confiado”, referiu.

Ao longo dos 25 minutos de discurso, Nuno Melo lembrou as medidas que o Governo tomou: “fez mais em dois anos do que nos oito de socialismo”, afirmou, e criticou o Chega que travou a reforma laboral.

Nuno Melo reteve uma imagem de André Ventura: “O que fica para a história é uma cambalhota do André Ventura e o punho levantado e fechado a saudar um secretário-geral comunista da CGTP com quem eu acredito realmente se sente bem”.

Sobre o secretário-geral do Partido Socialista, Nuno Melo diz não perceber as críticas que faz ao atual Governo, “que somos insensíveis sobre a economia, somos insensíveis sobre a habitação, somos insensíveis sobre as escolas” quando em 2024 o país foi a votos porque o executivo de António Costa caiu.

“Um Governo com a maioria absoluta, de que José Luís Carneiro fazia parte, caiu, quando se substituíam governantes a uma média superior a um por mês, é bom que se recordem disso, caiu porque vivíamos com a contestação nas ruas, vivíamos com números de recorde de carga fiscal, vivíamos com o Serviço Nacional de Saúde em colapso”, disse Nuno Melo.

O ministro da Defesa também elogiou o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, pelos resultados orçamentais conseguidos nos últimos tempos.

“Eu sou um grande fã do nosso ministro das Finanças, porque tem de dar resposta a todas as áreas de governação e gerir recursos que são escassos, mas ouvindo todos e com resultados. Isto tudo aconteceu atingindo dois superávits, houve cinco países na União Europeia que o conseguiram”, salientou Nuno Melo.

Numa mensagem que foi lida pela vice-presidente da Assembleia da República, Teresa Morais, o primeiro-ministro justificou a ausência nas jornadas parlamentares com o jogo de Portugal desta noite em Dallas, nos Estados Unidos, e com a cimeira da Nato, em Ancara, Turquia.

“A participação na Cimeira da Nato e o acompanhamento da nossa Seleção Nacional no Mundial de Futebol impedem-me de estar presente convosco nas jornadas parlamentares da AD. Sei que compreendem que a representação do Governo e do povo português nestes dois eventos deve ser assegurada pelo primeiro-ministro”, disse Montenegro.

Na curta mensagem, Luís Montenegro falou na “nossa epopeia” no Mundial de Futebol e disse que os jogadores precisam do “carinho do povo” português. Explicou que a sua presença nos Estados Unidos vai servir também para reforçar o papel de Portugal que vai organizar com Espanha e Marrocos o Mundial de 2030.

“No âmbito da nossa epopeia no Mundial de Futebol, num reconhecimento pelo nosso talento, os nossos 'heróis do mar' merecem o carinho do povo português pelo que estão a fazer e o Governo aproveita também para reforçar a cooperação com a coorganização inédita de três países que nós próprios assumiremos em 2030 com Espanha e com Marrocos”, diz o primeiro-ministro.

Na mensagem enviada às jornadas parlamentares da AD, Montenegro agradeceu o trabalho dos deputados que “marcam a diferença” na Assembleia.

“Num tempo em que abundam algumas decisões imponderadas, muitas vezes imaturas e irresponsáveis das oposições, têm marcado a diferença, a serenidade e o sentido de Estado das bancadas do PSD e do CDS. Bem hajam por isso, bom trabalho e até breve”, disse o primeiro-ministro na mensagem que foi lida na abertura das jornadas parlamentares.

  • Fonte: Rádio Renascença
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