“Férias de professores e alunos estão comprometidas”. Fenprof teme arranque problemático do ano novo letivo

  • 06/07/2026 12:01
  • Redação

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) diz que o ministro da Educação deve apresentar soluções para evitar que os problemas verificados na correção dos exames nacionais venham a colocar em causa o arranque do próximo ano letivo.

José Feliciano Costa, secretário-geral da Fenprof, fala num processo que, nesta altura, já prejudica a comunidade educativa.

Além disso, continua o secretário-geral da Fenprof, "este mês de julho é o mês de preparação do próximo ano letivo, e eu recordo que neste momento, as escolas deviam estar centradas a trabalhar nas matrículas, na distribuição de serviço das turmas, nas reapreciações de avaliação, nas reuniões de balanço dos departamentos."

Tudo isso, argumenta José Feliciano Costa, "também fica comprometido com o que está a acontecer”.

“Este caos vivido perante este processo de exames confirma os alertas que temos vindo a fazer sobre o próprio enfraquecimento da administração educativa e de uma reforma que começou no Ministério da Educação, a tal chamada reforma do Estado. Recordo que tudo o que costumavam fazer os secretariados de exames foi feito. O problema veio depois, no centro de digitalização de exames. Estamos a falar aqui de cerca de 300 mil exames, 800 mil páginas, tudo isso que era um processo que tinha de ser testado e isso não foi feito”, aponta.

O titular da pasta da Educação disse acreditar que não será preciso voltar a mexer no calendário das provas, mas a Fenprof receia mais dificuldades, com os pedidos de revisão dos exames.

José Feliciano Costa diz que não é possível confiar no sistema. “Olhando para o que aconteceu, são centenas ou milhares de episódios, é normal que exista uma reapreciação. Reapreciar milhares de provas cria aqui uma confusão enorme. A não ser que o ministro entenda que agosto vai ser o mês em que não há férias e que as pessoas vão estar todas nas escolas a fazer reapreciações de provas e a preparar o próximo ano letivo. Portanto, não fico nada descansado”, sublinha.

  • Fonte: Rádio Renascença
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