Messi já conquistou o mundo. Salah procura o jogo da vida

Messi já conquistou o mundo. Salah procura o jogo da vida

  • 07/07/2026 08:32
  • Redação

O duelo entre Argentina entre Egito pressupõe uma batalha entre os dois camisolas dez.

À partida, o favoritismo veste de azul e branco. Se para a atual campeã do mundo, os quartos de final representam quase uns mínimos olímpicos, para o Egito significariam, muito provavelmente, o maior feito da história do futebol do país.

Os egípcios nunca tinham ganhado um jogo num Mundial. Fizeram-no, pela primeira vez, frente à Nova Zelândia. Nunca tinha passado uma eliminatória, fizeram-no frente à Austrália.

Para passarem aos "quartos", terão de eliminar um país que não se localiza na Oceânia. Como quase sempre acontece, todas as esperanças egípcias recaem sobre Mohamed Salah.

O extremo está a um golo de igualar o seu selecionador, Hossam Hassan, como melhor marcador da história da seleção. Fazer esse golo diante da campeã do mundo, que poderia ser também o passaporte para os quartos de final, parece um argumento demasiado perfeito para um guião de futebol.

O diretor da seleção egípcia, Ibrahim Hassan, irmão gémeo do selecionador, já deu o mote: "Eles podem ter o Messi, mas nós temos o Salah. E temos os nossos 26 Messis."

Do outro lado estará, porém, uma Argentina habituada a lidar com este tipo de pressão.

A equipa de Lionel Scaloni sofreu para ultrapassar Cabo Verde, mas a história recente mostra que um susto nem sempre é um mau presságio. Em 2022, a surpreendente derrota frente à Arábia Saudita acabou por ser o ponto de partida para a caminhada que terminou com a conquista do Mundial.

Assim como no Egito, as esperanças da "albiceleste" estão depositadas na sua maior estrela.

Messi tem estado intratável neste Mundial. Sete golos e, por enquanto, o estatuto de melhor marcador da história da prova são os cartões de visita da versão de 39 anos de um jogador que dispensa apresentações.

Naquela que é a última dança Mundial de um Messi já campeão do mundo, fica a interrogação se o futebol não deve a Messi mais que um Mundial. Há quem subscreva essa ideia, mas no Egito ninguém parece concordar.

Numa eliminatória entre o favoritismo argentino e o sonho egípcio, todas as atenções recaem, inevitavelmente, em Messi e Salah. Quando a bola rolar serão 11 contra 11, porém, é quase certo que a passagem aos quartos de final vá ser decidida pelo pé esquerdo de um destes astros.

  • Fonte: Rádio Renascença
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