Hugo Soares avisa que o Governo está ainda no “início da caminhada”
- 07/07/2026 10:01
- Redação
Sem a presença de Luís Montenegro, foi o líder parlamentar do Hugo Soares que, no encerramento das jornadas parlamentares do PSD e do CDS em Cascais, avisou que este é um "momento de viragem". "Estamos no princípio da nossa caminhada”, garantiu.
Na sessão de abertura das jornadas, o líder do CDS Nuno Melo disse por várias vezes que “já se antecipa uma crise política”, mas Hugo Soares acredita que, nos próximos três anos, o governo tem ainda muito para mostrar ao país.
“Faltam três anos para terminar esta legislatura. É por isso tempo de aproveitarmos este caminho e mostrarmos aos portugueses que, se até agora fizemos o que fizemos, imaginem o que nós vamos ser capazes de fazer nos próximos três anos com aquilo que já alcançamos”.
No discurso de encerramento, o líder parlamentar do PSD lembrou ainda a "ginástica" que é preciso fazer para aprovar as leis no parlamento porque, sem maioria absoluta, o partido tem conseguido fazer entendimentos com o Chega, na lei da nacionalidade, e com o PS, para aprovar a PSU.
“Às vezes dou por mim a pensar que nós somos uma espécie de ginastas que procuramos, dentro da espargata possível, conseguirmos conciliar aquilo que é a aprovação da legislação com a otimização das soluções políticas, e temos feito com sucesso”, refere.
Ao longo de quase trinta minutos de discurso houve ainda tempo para criticar “o populismo” do Chega e “sofreguidão estatizante” do Partido Socialista, e concluir que o PSD é a única força política moderada.
“A regra que nos tem regido é a regra mais elementar de todas: é a regra do bom senso. Quando eles extremam, nós temos a virtude do bom senso. Quando eles não querem ceder, nós também não cedemos porque não cedemos nos princípios. Numa palavra, nós somos mesmo o centro da moderação e a única força política da transformação”.
Durante a manhã, o presidente da CIP, Armindo Monteiro tinha alertado os deputados para a necessidade de insistir nas alterações ao pacote laboral e Hugo Soares aproveitou a deixa para criticar o Chega que inviabilizou as alterações no parlamento porque, em troca, exigia baixar a idade da reforma. O líder parlamentar referiu que, se isso acontecesse, 30 por cento dos médicos entravam na reforma e o mesmo acontecia com os professores.
“Eu quero aqui perguntar ao deputado André Ventura, se descer a idade da reforma, como ele defende, tem estes efeitos, que soluções tem o deputado André Ventura para termos professores na escola a educar os nossos filhos e médicos nos hospitais a tratar os nossos doentes? Onde é que o deputado André Ventura vai buscar os médicos, os professores”, perguntou Hugo Soares.
A pouco mais de uma semana do debate do Estado da Nação, o líder parlamentar do PSD antecipa já o balanço positivo que o governo vai fazer deste ano de governação.
“Nós partimos para o debate do Estado da Nação no Parlamento com uma economia que cresce acima da média da zona euro, com taxas de desemprego em mínimos históricos. Partimos para o debate do Estado da Nação com contas públicas justas. Partimos para o Estado da Nação com um orgulho, um orgulho redobrado de quem apresentou dois orçamentos de Estado ao país sem ter aumentado um único imposto”, remata.