Príncipe Harry perde processo por violação de privacidade contra o Daily Mail
- 07/07/2026 11:08
- Redação
A derrota foi para o príncipe Harry. O filho mais novo do rei Carlos III, afastado da família real britânica, perdeu esta terça-feira as ações que corriam em tribunal a editora do Daily Mail por alegadas violação de privacidade e práticas ilegais generalizadas.
Harry, que se encontrava no Reino Unido quando o Tribunal Superior de Londres proferiu a decisão, intentou várias ações judiciais contra a imprensa britânica e tem acusado repetidamente os meios de comunicação de abuso de poder.
O príncipe, de 41 anos, que há muito responsabiliza a imprensa pelo acidente de automóvel ocorrido em Paris, em 1997, que causou a morte da sua mãe, a princesa Diana, considerava que avançar com esta ação contra a editora do Daily Mail era um "dever público".
Em janeiro, emocionou-se no banco das testemunhas, contendo as lágrimas ao afirmar que o Daily Mail transformara a vida da sua mulher, Meghan, "num autêntico inferno".
Harry já tinha vencido um processo contra a editora do tabloide Daily Mirror e chegado a acordo num litígio com a divisão britânica dos jornais de Rupert Murdoch, mas a decisão desta terça-feira representa uma derrota significativa na sua disputa judicial com os meios de comunicação social.
Harry e os restantes autores da ação, entre os quais Elton John, alegavam que dezenas de notícias publicadas pela Associated Newspapers no Daily Mail e no Mail on Sunday, entre a década de 1990 e 2011, se baseavam em informações obtidas de forma ilegal.
A Associated Newspapers, contudo, classificou as acusações como difamatórias e sublinhou que todas as ações contra a empresa foram rejeitadas esta terça-feira, numa decisão que a editora descreveu como "uma vitória esmagadora para o Daily Mail e os seus jornalistas".
Numa síntese da decisão, o juiz Matthew Nicklin afirmou que os autores da ação tinham de provar que as informações publicadas a seu respeito tinham sido obtidas de forma ilegal, salientando que a mera suspeita não era suficiente.
"O tribunal rejeitou o argumento de que, apenas porque a informação era privada e porque a Associated não conseguiu explicar de forma positiva como a obteve, o artigo em causa tinha necessariamente por base uma fonte ilegal", refere o resumo da decisão.