"Não correu tudo bem". Ministro da Educação anuncia nova paragem para manutenção da plataforma de exames

"Não correu tudo bem". Ministro da Educação anuncia nova paragem para manutenção da plataforma de exames

  • 07/07/2026 13:41
  • Redação

O ministro da Educação, Fernando Alexandre, confirma que a plataforma eletrónica de correção de exames nacionais do 11.º e 12.º anos vai estar indisponível para manutenção na madrugada de quarta-feira, entre a meia-noite e as 02h00.

"É necessário intervir, para melhorar e otimizar processos e temos a certeza que a correção rigorosa, que garantimos a todos os alunos e encarregados de educação que vamos ter, acontece", disse Fernando Alexandre, em entrevista à CNN Portugal.

O governante admite que "o digital tem riscos, mas também nos dá as ferramentas para monitorizarmos, para termos a capacidade de avaliar com rigor e com transparência".

"Vamos demonstrar o rigor desta avaliação com a consulta de cada aluno da prova que fez, em formato digital, com as classificações que teve em cada resposta", sublinha o ministro da Educação.

Fernando Alexandre afasta o risco na correção dos exames e garante que o formato digital "traz segurança", porque "traz confiança às pessoas num processo novo".

"É um avanço muito grande. Temos que passar para o digital, não podemos continuar no século XX. Eu sei que há pessoas que continuam paradas no tempo, mas nós temos que avançar, temos que aproveitar o digital, que tem uma força transformadora para a nossa sociedade", sublinha.

O ministro admite que, "infelizmente, não tudo correu bem na forma como foram disponibilizadas as perguntas inicialmente". Houve uma intervenção, "com equipas tecnológicas estão a atuar para otimizar e corrigir os erros" e é nesse contexto que se insere a manutenção da próxima madrugada na plataforma.

Fernando Alexandre "não vê razão" para alterar o calendário da divulgação dos resultados da primeira fase dos exames nacionais, a 17 de julho, que foi mudado por "precaução e respeito aos professores". Mas também refere que as notas só serão divulgadas "quando tivermos a certeza que elas representam aquilo que o aluno fez".

"O que eu posso garantir é que a minha equipa, as equipas do EduQA, do júri nacional de exames em todo o território nacional, os mais de dez mil professores a corrigir exames vão fazer tudo para que seja cumprido", promete.

Nesta entrevista à CNN Portugal, o ministro da Educação fala numa "operação muito complexa", que envolve mais de 300 mil exames e 160 mil alunos.

"Fizemos um ensaio. Idealmente, nós devíamos, provavelmente, ter feito isto de forma gradual. Acreditámos na equipa de que tínhamos condições para fazer... e vamos ter e vamos cumprir", garante.

O ministro diz que vão tentar identificar o que falhou, para que os problemas não se repitam na correção da segunda fase dos exames nacionais.

"Aquilo que eu antecipo é que a segunda fase, com toda a aprendizagem que estamos a ter, vai correr muito bem e vai ser exemplar para que no próximo ano se deixe de discutir o digital. Foi isso que aconteceu com as provas ModA. Este ano já ninguém discutiu", argumenta.

  • Fonte: Rádio Renascença
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