Festival Cooljazz com recinto maior e duas noites esgotadas
- 07/07/2026 12:52
- Redação
No Parque Marechal Carmona, até 31 de julho, o evento que vai já na sua 22.ª edição conta desde já com duas noites esgotadas, a 14 de julho, com David Byrne, e a 18 de julho, com Jamiroquai.
“O formato do festival é o mesmo, com concertos com plateia sentada e, este ano, com plateia em pé, no Jamiroquai”, explica a criadora do festival. Karla Campos conta que uma das novidades desta edição é o recinto.
Porque há “cada vez mais espetadores”, o festival alargou a área e passa a ocupar todo o Parque Marechal Carmona. “Vamos abrir mais um portão que fica mesmo em frente ao acesso da Marina de Cascais”, detalha Karla Campos.
Além de uma nova zona de refeições e de casas de banho, o Cooljazz será este ano “mais inclusivo”. “Para espetadores surdos-mudos teremos coletes sensoriais e língua gestual portuguesa”, sublinha a programadora.
No evento há também uma forte aposta nos artistas portugueses. Exemplo disso será dia 15 de julho, em que Loyle Carner é cabeça de cartaz e onde atuarão também Ana Lua Caiano e Marta Rodrigues.
Já no dia de Jamiroquai tocarão os Moullinex em “special disco set”, Maria Carvalho & Bruno Ponte e Paulo Fernandes. No dia em que a estrela será Diana Krall, a 22 de julho, sobe ao palco Gisela Mabel, Quarteto Nuno Tavares e Sofia Morais.
No dia 25 de julho, além dos Franz Ferdinand vão tocar os Bombazine, The Brothers e Mão na Anca; a 29 de julho, em que Scissor Sisters são o nome forte da noite, atuarão Saint Caboclo, Terra Terra e Manel Moreira. No último dia do festival, a 31 de julho, Chet Faker encerra a edição com Luís Severo, Miguel Marôco e Nicolle Velcro.
Questionada sobre se já está a tratar do cartaz do próximo ano, Karla Campos explica que “o paradigma mudou”. Numa altura em que os artistas apostam mais nas atuações ao vivo e se dividem por vários “festivais a acontecer pelo mundo”, é preciso jogar na antecipação.
“Para se conseguir um artista para uma determinada altura, numa determinada data, nem sempre é fácil”, diz a curadora. “Isto acabou por gerar uma mudança na forma de programar, já para não falar dos caches que também mudaram, aumentaram muito mais”, conta.
“Temos uma forma de pôr tudo na balança, equacionar e conseguir levar tudo para frente. Estamos sempre ‘ongoing’ com os agentes a programar”, explica Karla Campos.