Montenegro não viu “rancor” em Trump na cimeira da NATO

Montenegro não viu “rancor” em Trump na cimeira da NATO

  • 08/07/2026 03:24
  • Redação

Montenegro, em declarações aos jornalistas no segundo dia da cimeira da NATO, que decorre em Ancara, disse ainda não ver qualquer rancor de Donald Trump.

Na terça-feira, Trump voltou a manifestar as pretensões de controlar a Gronelândia, ameaçando mesmo “tirar os soldados todos da Europa”.

O Presidente dos EUA entende que as pretensões em relação à Gronelândia “não prejudicam” a sua “relação com a NATO”, e passa as responsabilidades para a própria Dinamarca, que tem defendido a sua soberania e a do seu território autónomo.

“A Dinamarca não ajuda a Gronelândia, não gasta lá dinheiro, mas é uma parte importante para os EUA, porque está cercada por navios chineses e russos”.

O primeiro-ministro questionado sobre se não havia desilusão, e questões por resolver, respondeu que “naquilo que já me pude aperceber dos trabalhos até ao momento, não parece que haja razão para dizer isso”.

Ainda assim, disse que há solidariedade com Copenhaga e com “o princípio de salvaguarda da integralidade territorial de todos os estados-membro”.

“Repito, se o fazemos com um contexto externo, é óbvio que em primeiro lugar devemos salvaguardá-lo também no contexto interno, é aquilo que acontece”, remata.

Por isso, Montenegro crê que esta é uma cimeira onde será assumida a unidade da Aliança Atlântica, porque o respeito e a manutenção da prevalência do artigo 5º (estabelece o princípio da defesa coletiva: um ataque armado contra um ou mais Estados-membros, na Europa ou na América do Norte, é considerado um ataque contra todos) é um “elemento absolutamente crucial da solidariedade e da partilha da política de segurança e defesa de todos os 32 Estados-membros da NATO”.

“Estamos numa trajetória de cumprimento, o que acontece pela primeira vez desde 2014”, sublinhou.

Por isso considera que Portugal “está à altura da sua responsabilidade enquanto parceiro” e, por isso espera que, no âmbito da Aliança, “os nossos interesses possam ser acautelados, nomeadamente no que diz respeito à segurança marítima, que é uma área na qual temos redobrado empenho na defesa do nosso território”.

  • Fonte: Rádio Renascença
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