Em 4 dias, calor provocou 264 mortes acima do esperado em Portugal
- 08/07/2026 08:01
- Redação
A onda de calor que chegou a Portugal na passada quarta-feira está a provocar um pico de mortalidade que já fez mais de 260 mortes acima do esperado para esta época do ano, comparado com anos anteriores.
Os últimos quatro dias, de 4 a 7 de julho, foram considerados dias com mortes acima do esperado — ou seja, foram declarados mais óbitos do que em anos anteriores, em média, para esta altura do ano.
No total, registam-se, até às 13h00 desta quarta-feira, 264 mortes acima do esperado nesta onda de calor.
E, segundo o SICO, segunda e terça-feira foram os 6 e 7 de julho com mais mortes desde que há registo, pelo menos desde 2014, e o pico de mortalidade não deve parar.
Para o cálculo dos óbitos em excesso é considerado o número de óbitos esperados através de registos históricos, que excluem os períodos de pandemia e temperaturas extremas.
Para que um dia seja considerado de excesso de mortalidade, é necessário que ultrapasse o valor máximo estatisticamente esperado para essa mesma época, ou que a mortalidade se mantenha acima do limite de confiança a 95% durante dois dias consecutivos.
Até ao início de julho, Portugal atravessou seis ondas de calor — uma em fevereiro, duas em março, uma em abril, uma em maio e uma em junho —, com 59 dias no total, mas nenhuma provocou mortes em excesso. Com os dias de onda de calor em julho, 2026 prepara-se para ultrapassar o ano de 2025 em dias com onda de calor.
O número recorde de ondas de calor num ano em Portugal foi registado em 2024, com oito, enquanto o maior número de dias de ondas de calor num ano aconteceu em 2009, com 93 dias.