"Amadorismo." Ministro da Educação "não tem condições" para continuar no cargo

"Amadorismo." Ministro da Educação "não tem condições" para continuar no cargo

  • 08/07/2026 07:51
  • Redação

Fernando Alexandre "não tem condições para exercer a função de ministro da Educação". A Fenprof, que acusa o Ministério da Educação de amadorismo no processo de classificação dos exames nacionais, pediu exigiu soluções rápidas. As declarações foram feitas esta quarta-feira, em conferência de imprensa, no Porto.

"O ministro, perante o que tem acontecido, (...) não tem condições para exercer a função de ministro da Educação", disse um dos secretários gerais da Federação Nacional de Professores, Francisco Gonçalves.

"Não somos nós que dizemos. Especialistas na área dizem que foi um processo feito com amadorismo e sem um plano de contingência. E os resultados estão à vista. E atenção: vamos ter, de certeza, o pedido de reapreciação de milhares de provas. Falamos aqui no dilatar de prazos, a 17 de julho ou 20 de julho, o processo não estará concluído", acrescentou o também secretário-geral da Fenprof José Feliciano Costa.

Em conferência de imprensa, no Porto, para marcar o lançamento de um abaixo-assinado contra as "graves deficiências verificadas no processo de classificação dos exames nacionais e suas consequências", a Fenprof criticou a decisão do Ministério da Educação de alterar o processo de classificação dos exames, passando-o a formato digital com sistemas informáticos que têm apresentado problemas desde o início.

Insistindo que Fernando Alexandre tem de assumir as responsabilidades políticas, a Fenprof alertou que a questão atual não está "só na pessoa, mas nas opções políticas".

"Tem de haver aí um recuo, tem de haver mudanças. O problema aqui não é a questão da mudança do ministro. O ministro pode sair. Se as políticas continuarem, ficamos todos na mesma", disse José Feliciano Costa.

Pela primeira vez este ano, as provas dos 11º e 12º anos, que continuam a ser realizadas em papel, estão a ser corrigidas em formato digital, um processo que implica que sejam digitalizadas e só depois distribuídas pelos professores para serem avaliadas.

No entanto, nas últimas semanas, professores classificadores relataram atrasos na disponibilização das provas, erros na digitalização das folhas de resposta e problemas técnicos na plataforma de distribuição e classificação.

Na semana passada, o Governo anunciou o adiamento da divulgação dos resultados e da segunda fase dos exames nacionais devido aos problemas técnicos que, na segunda-feira, o ministro da Educação disse estarem resolvidos.

  • Fonte: Rádio Renascença
Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para nossa equipe pelo E-mail contato@portugalemfoco.pt.

Compartilhar: