"Não é o momento" para audição ao ministro da Educação. PSD acusa oposição de querer crise política

"Não é o momento" para audição ao ministro da Educação. PSD acusa oposição de querer crise política

  • 08/07/2026 15:51
  • Redação

Na comissão de educação, o deputado social-democrata Pedro Alves disse que, nesta altura, a ida de Fernando Alexandre à Assembleia da República não vai acrescentar nenhum dado novo e que a oposição está apenas à procura de uma oportunidade para uma crise política.

“Não creio que acrescente nada que não seja procurar aquilo que a oposição tem tentado fazer a cada momento do processo, cada vez que se resolve um assunto, quer arranjar um problema, é através de um problema técnico querer encontrar aqui e lançar uma crise política”, disse o parlamentar.

Pedro Alves referiu, também, que o PSD concorda com a necessidade de o ministro prestar esclarecimentos, mas não neste momento, depois de já ter dito em entrevistas a dois canais de televisão que os problemas estão a ser solucionados.

“Nomeadamente através de duas entrevistas ontem [terça-feira], e o processo está estabilizado do ponto de vista daquilo que são as correções eletrónicas, os professores estão a receber os exames e estão a fazer o seu trabalho de classificação e, nesse sentido, nós todos aqui procuramos que haja tranquilidade para as famílias e para os alunos e julgo que devemos deixar correr todo este processo para que as classificações sejam publicadas dentro do prazo que está definido”, defendeu Pedro Alves.

Ao contrário do que defenderam os restantes partidos, o PSD empurrou a audição do ministro para o fim deste mês ou até para setembro.

“Não seria útil que o fizéssemos [a audição] antes do dia 17 de julho, ou antes do processo concluído das candidaturas ao ensino superior”, disse.

“Há garantias de rigor, há garantia de qualidade do processo de avaliação externa, e isso é fundamental que aconteça para nós, e também há transparência e os alunos não serão prejudicados, desde logo, porque pela primeira vez os alunos vão ter acesso à sua prova classificada”, garantiu o social-democrata.

A líder parlamentar do PCP, o partido que avançou com o pedido potestativo da audição o ministro da educação considerou que esta era a altura certa para ouvir Fernando Alexandre e que este é um problema político e não técnico como diz o PSD.

“Problema técnico? Eu acho que o que estamos perante um grande problema político. É um grande problema político” referiu a deputada comunista.

“Sabemos que são centenas de milhares de jovens que vão fazer os exames para concluir o ensino secundário, para se candidatar ao ensino superior. Sabemos bem o peso do exame, contrariamente à nossa opinião, que o exame tem na nota para aceder ao ensino superior. Há provas que estão incompletas, provas por distribuir, professores que já tinham começado a fazer avaliações e que as avaliações não constavam da plataforma. Ou seja, eu creio que isto tem tudo, infelizmente, para correr mal” concluiu Paula Santos.

Também o LIVRE apresentou um requerimento para ouvir o ministro da educação, mas também os diretores das escolas e o responsável pelo EDUCA e foi aprovado por unanimidade.

  • Fonte: Rádio Renascença
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