As novas subidas da Volta a Portugal: terra batida na Senhora da Graça e paralelo no Gerês

As novas subidas da Volta a Portugal: terra batida na Senhora da Graça e paralelo no Gerês

  • 08/07/2026 17:03
  • Redação

Uma dupla subida ao Santuário da Senhora da Graça, em Mondim de Basto, com um trecho em terra batida, e uma subida em calçada no Gerês são as grandes novidades do percurso da 87.ª Volta a Portugal em bicicleta.

O percurso foi anunciado esta quarta-feira, num evento no alto do Monte Farinha, que será o palco da última etapa de montanha, na 9.ª etapa, a 15 de agosto.

A icónica subida terá uma abordagem diferente do habitual, e também inédita, uma vez que o pelotão vai trepar até ao topo duas vezes: uma primeira vez por Carvalhais, uma subida com cerca de nove quilómetros e uma pendente média de 7%, que culmina com um último quilómetro em terra batida. Os ciclistas vão depois descer o Monte Farinha e sobem novamente, pelo percurso habitual, até ao topo da Senhora da Graça.

A outra novidade será no Gerês, numa etapa em que o pelotão até fará uma breve incursão em território espanhol. A etapa terminará com uma subida de 10 quilómetros, em Germil, com uma inclinação média de 6,5%. Cerca de metade da subida é feita em calçada, o que dificultará a tarefa ao pelotão.

A Volta a Portugal continua a começar com o tradicional prólogo, dominado recentemente por Rafael Reis, da Anicolor-Campicarn. Desta vez, Lisboa será o palco do início da prova, com um percurso de seis quilómetros na marginal.

No entanto, a nova organização da Volta decidiu abdicar de terminar a competição com o contrarrelógio individual, que vai acontecer no final da primeira semana, entre o velódromo de Sangalhos, em Anadia, e Águeda, na véspera do dia de descanso.

A última etapa será entre a Maia e o Porto e terminará no paralelo da Avenida dos Aliados, depois de um circuito a ligar Vila Nova de Gaia e a cidade portuense.

O perfil das etapas ainda não foi conhecido, mas a organização garante que terá “etapas propícias para os sprinters”, uma das principais críticas das últimas edições, com as etapas mais planas a ser demasiado duras para os velocistas mais puros.

  • Fonte: Rádio Renascença
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